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O teatro Garcia de Resende, em Évora, tira o folgo mesmo àqueles que já o conhecem bem. A opulenta sala do século XIX tornou a Gala Sóis Guia Repsol mais brilhante — mesmo com a quantidade de sóis que aguardavam, às 20h, na plateia, ainda à espera de ouvirem o nome do seu restaurante anunciado.
Na edição de 2026, o Guia Repsol destacou 120 restaurantes: 41 deles com Sóis. Há agora mais dois restaurantes com 3 Sóis em Portugal, o Vista, de João Oliveira, em Portimão, e o Vila Joya, de Dieter Koschina, em Albufeira. O Algarve torna-se assim a região do país com maior concentração de 3 Sóis, a distinção máxima, e o país tem agora seis 3 Sóis, no total das duas edições no guia.
Não foram só os 3 Sóis, João Oliveira e Dieter Koschina, os aplaudidos. Praticamente todos os 30 novos 1 Sol e nove 2 Sóis subiram ao palco — mas já lá vamos, porque esse foi o ponto alto da noite, guardado para o final. O início (e toda a gala) foi uma demonstração clara da ligação entre arte, cultura e gastronomia. Afinal, estamos em Évora, Capital Europeia da Cultura 2027, conhecida pelo seu património histórico e fervilhante atividade cultural.
Ao abrir do pano (digamos assim, porque afinal estamos num teatro), o Grupo Coral de Ourique impôs o silêncio e a atenção de todos ao cantar a cappella. Assim se deu entrada a Buba Espinho e aos Bandidos do Cante, dois exemplos de uma nova geração que se inspira nas tradições locais, no cante e no fado, para criar e se renovar. É depois do aplauso à atuação musical que entra a anfitriã da noite, Joana Barrios, outra artista conhecida por estabelecer esta ligação entre arte e gastronomia.
O humor e a irreverência só tiveram o seu intervalo para se ouvirem os discursos das entidades presentes. Foi Vera Vicente, Administradora Delegada da Repsol Portugal, que começou por dar as boas-vindas à plateia de chefs, restauradores e fãs da gastronomia portuguesa. “O nosso compromisso vai muito além do fornecimento de energia. O expoente máximo de uma marca é a criação de ligação emocional com os seus Clientes e Parceiros. Queremos criar essas conexões, queremos estar presentes no dia-a-dia das pessoas, nas coisas mais quotidianas e queremos também proporcionar experiências que sejam memoráveis. O Guia Repsol é um projeto que muito me orgulha pela forma como chega às pessoas, pelo seu impacto na sociedade, pelo que já hoje representa e pelo que poderá ainda representar no futuro próximo.”
Por sua vez, a importância do Guia para o Turismo em Portugal e o tecido económico ligado a atividades como a restauração foi sublinhado pelo Presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade. “O setor do turismo esta numa fase de transição. Foi feito um caminho para que o turismo fosse esta força extraordinária de transformação da economia. Não é um fim em si mesmo, é um veículo para fazer um país cada vez melhor e a gastronomia é um ativo para este desenvolvimento”.
A ideia foi novamente sublinhada pelo Presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, que lhe acrescentou a noção de que o Alentejo desempenha um papel cimeiro na ideia de um turismo gastronómico. "Aqui os novos talentos trabalham com aquilo que já”, inspiram-se nos antigos e assim cresce a “notoriedade internacional do Alentejo e o orgulho nos seus restaurantes”. “O Alentejo não esta na moda, é a moda”, concluiu.
A ligação entre cultura e gastronomia voltou a estar em palco com as palavras de Carlos Zorrinho, Presidente da Câmara de Évora, que definiu esta cidade anfitriã como uma capital não só de cultura — que atingirá o seu potencial máximo em 2027, com a Capital Europeia da Cultura — mas “uma capital de sabor”.
Sempre com uma ou outra piada na ponta da língua, Joana Barrios viu aqui a altura ideal para chamar ao palco Maria Ritter, diretora do Guia Repsol, e tentou desvendar junto dela o que é preciso da parte de um restaurante para ganhar Sóis: “expressões que substituem a palavra prato”? Pouca luz, a parecer um lusco-fusco? “pratos desconjuntados, cada um de sua cor e forma”? “Ingredientes que não existem no supermercado”?
“Joana, tu estás completamente enganada!”, riu-se Maria Ritter. “Não há uma receita para ser premiado no Guia Repsol. Não queremos fórmulas. Nós queremos autenticidade. E o Guia Repsol é muito mais que restaurantes. É uma grande família que valoriza o melhor da gastronomia”, disse.
Com este mote começou a distribuir-se o sistema solar de 2026: primeiro com os novos 1 sol a subirem ao palco, entre muita emoção. Estiveram presentes 29 dos 30 vencedores, que receberam o seu sol das mãos de Lucía Freitas, distinguida com este ano com 3 Sóis Guia Repsol Espanha, pelo restaurante seu trabalho no A Tafona, em Santiago de Compostela; Marcos Fraga, Diretor de Comunicação e Marca da Repsol, e Carlos Zorrinho, Presidente da Câmara Municipal de Évora.
Seguiram-se os 2 Sóis da noite: 9 — do Porto a Lisboa, o primeiro 2 Sóis de Braga, o Palatial, e o segundo 2 Sóis do Funchal, para o Desarma. Foi a vez de Carlos Abade, Presidente do Turismo de Portugal entregar dos galardões, juntamente com dois dos 3 Sóis do ano passado: Benoit Sinthon, do Il Gallo d'Oro (Funchal) e Ricardo Costa do The Yeatman (Vila Nova de Gaia).
Numa pausa dramática, quando se antecipava que finalmente se conheceriam os 3 Sóis, Joana Barrios chamou ao palco os Sóis Sustentáveis, prémio que reconhece práticas sustentáveis em restaurantes de todas quatro as categorias do guia. Pão & Pizza, que entra este ano para o guia como Restaurante Guia Repsol (a categoria que se substitui aos Recomendados), foi o primeiro a subir ao palco, na pessoa da chef Margarida Bessa Rego; seguiu-se o Ciclo, de Lisboa, 1 Sol desde o ano passado; e o Mesa de Lemos, em Silgueiros, Viseu, 2 Sóis também desde o ano passado. Valero Marin, Diretor Geral de Cliente da Repsol, e José Manuel Santos, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo estregaram este Sóis simbolicamente azuis e deram lugar a que finalmente se soubesse quem atingiu o galardão máximo.
Para acabar com o suspense, Dieter Koschina, do Vila Joya, em Albufeira, subiu ao palco e recebeu o prémio das mãos de Hans Neuner, do Ocean, e José Avillez, do Belcanto, (ambos detentores de 3 Sóis) e Vera Vicente, Administradora Delegada da Repsol Portugal. Os aplausos de pé estenderam-se a João Oliveira, do Vista, em Albufeira, que não saiu do palco sem levar também o Sol Sustentável, pelo seu trabalho de valorização do peixe do Algarve.
O Algarve tornou-se assim a região com mais 3 Sóis no país, já que o Vila Joya e o Vista se somaram ao Ocean. Portugal tem agora seis 3 Sóis e há, no conjunto de todas as edições, 314 restaurantes destacados no Guia Repsol Portugal, 111 dos quais são Sóis.
Buba Espinho e os Bandidos do Cante fecharam a noite com mais uma atuação e seguiu-se um jantar digno de Sóis, no Convento do Espinheiro. A chef e maestra foi Michele Marques, da Mercearia Gadanha (1 Sol) que, ainda durante a gala explicou a sua curadoria para esta noite, uma visão do seu Alentejo e uma amostra do que faz diariamente no seu restaurante.
Mais uma vez, a ligação entre arte, cultura e gastronomia ficou clara e, assim, além de homenagear a restauração portuguesa, o Guia Repsol vai celebrando a gastronomia como património em evolução.
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