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Em novembro de 2025, o Guia Repsol distribuiu pela primeira vez em Portugal os Soletes, prémios que distinguem os lugares autênticos, acessíveis e, sobretudo, que nos fazem salivar. Entre sandes de pernil, de presunto, de porco preto, bifanas ou hambúrgueres, fomos provar os melhores Soletes entre duas fatias do Porto.
Manuel Correia e o irmão, César Correia, compraram o snack-bar Guedes, na Praça dos Poveiros, em 1987, e começaram a servir sandes de pernil. Logo deixaram de ser chamados pelos seus verdadeiros nomes. “Era sempre senhor Guedes isto, senhor Guedes aquilo”, conta Manuel Correia, de 70 anos.
Nos primeiros anos de negócio, as sandes não eram populares. “Uma perna dava para três ou quatro dias”, continua o fundador do negócio. “Saía muito pouco, tínhamos uma comidita que as esposas faziam na cozinha.” Depois das obras na praça, em 2001, as sandes de pernil com queijo da serra (6.90 euros) assumiram o protagonismo.
Em 2006, uma parceria com o Maus Hábitos levava as sandes para a noite do Porto e para uma clientela mais jovem. Em 2013, chegavam à zona de restauração do festival Primavera Sound. O sucesso foi tal que, em 2018, os irmãos Correia venderam o negócio. Hoje, há cinco Casas Guedes a funcionar no Porto.
“A próxima está prevista para Lisboa”, adianta Manuel Correia, que continua na casa original da Praça dos Poveiros a cortar o pernil em fatias finas, com uma técnica especial.
Casa Guedes. Praça dos Poveiros, 130, Porto. Segunda a quinta, 11h-23h; sexta e sábado, 11h-23h30; domingo, 11h-23h. T. 222 002 874
Num “dia bom” chegam a vender-se três mil bifanas no pão na Conga, a famosa casa de bifanas do Porto, na Rua do Bonjardim. Em 2011, Sérgio Oliveira pegou no negócio criado em 1976 pelo seu pai, Manuel José de Oliveira, recém-chegado de Angola, e modernizou-o.
Fez obras no edifício e expandiu-o para três pisos com perto de 300 lugares sentados e mais um balcão, onde se servem as especialidades da casa: bifanas (2.30 euros), cachorros ou codornizes à Conga, todos com o mesmo molho especial, picante.
Sérgio trouxe outras inovações. Por exemplo, a francesinha com carne de bifana. Criou também uma linha de merchandising, que se vende à porta, e de onde se destaca o picante da casa em pequenos frascos. “Havia muita gente à procura do nosso produto e, com o turismo, achei por bem criar coisas que as pessoas pudessem levar para casa, como as t-shirts ou o nosso piri-piri.”
Gosta de evoluir “devagarinho”, mas não põe de parte a ideia de um franchising fora do Porto. Já em junho, vai abrir outra Conga em Vila Nova de Gaia, junto ao rio.
Conga – Casa das Bifanas. De segunda-feira a sábado, 11h30-22h. Encerra ao domingo. T. 222 000 113
“O segredo [do negócio] é o carinho”, diz Francisco José, de 70 anos, mais conhecido como “Xico”, o fundador da casa na Rua do Heroísmo com sandes de presunto bem generosas. “O presunto é igual em todo o lado, a forma como o trabalhamos é que faz a diferença”, continua. “Trabalhamos com uma margem de lucro menor, com uma sande muito bem servida, tanto de presunto como de salpicão.”
Muito bem servida não é exagero. A 3.5 euros (ou 4.5 euros com queijo), a sandes de presunto de Castelo Branco é uma verdadeira refeição, para acompanhar com vinho espadal da casa.
Antes deste negócio, inaugurado em 1993, e de outra casa do mesmo género em Rio Tinto, Xico foi motorista e foi aí que ganhou “conhecimento”, diz. “Gostava de parar nas tascas e comecei a fazer aqui o que comia e bebia”, conta.
Na cozinha, a mulher, Helena, prepara outras iguarias, como iscas de bacalhau ou rojões. A filha, Filipa, está à frente do novo Xico Pega & Anda, um take-away de sandes a funcionar desde maio do ano passado na Rua de Santo Ildefonso.
Casa dos Presuntos “Xico”. Rua do Heroísmo, 191, Porto. De terça-feira a sexta-feira, 11h-19h30; sábado, 11h-19h. Encerra ao domingo e à segunda-feira. T. 225 370 514
Em 2017, Anthony Bourdain sentou-se ao balcão da Cervejaria Gazela, perto da Praça da Batalha, para filmar o seu programa “Parts Unknown” e provar os famosos cachorrinhos. Não se ficou só com um e quis repetir a dose: “Delicious”, foi o veredicto.
Na altura, o espaço estava à pinha com clientes locais. Depois do episódio, a Cervejaria Gazela depressa se tornou um ponto turístico da cidade. De tal forma que, no Verão do ano seguinte, Américo Pinto, atual proprietário e funcionário da cervejaria desde 1970 (a casa foi inaugurada em 1962), decidiu abrir outro espaço maior ali bem perto, na Rua de Entreparedes, numa antiga churrasqueira.
O mais recente Gazela tem capacidade para mais clientes, ao balcão e nas mesas, mas a especialidade continua a ser a mesma: o cachorrinho (4.60 euros) com salsicha, linguiça, queijo derretido, uma pincelada de molho picante e cortado aos pedaços com grande destreza. Um clássico do Porto.
Cervejaria Gazela. Rua de Entreparedes, 8, Porto. De segunda a sábado, 12h-22h30. Encerra ao domingo. T. 221 124 981
Em Rio Tinto, a Regional da Areosa é uma verdadeira instituição e até já viralizou nas redes sociais, com um vídeo onde lhe chamam “o melhor tasco do mundo”.
Nuno Moreira, de 38 anos, é o atual gerente, juntamente com Luís, o funcionário mais antigo da casa. Os fundadores são o seu pai, Arlindo, e o seu padrinho, Adriano, que abriram o espaço em 1986. “Dantes havia aqui um quarto e eu fui feito aqui”, orgulha-se Nuno, que ainda tirou uma licenciatura em Engenharia Automóvel e trabalhou na área, mas voltou para o restaurante em 2017.
O balcão e a sala com mesas tornam-se pequenos para tantos clientes e é normal que se espalhem pela rua, mesmo em dias de Inverno. As sandes compensam: de presunto, de presunto com ovo (à Regional), com queijo da serra ou de porco preto (4.40 euros), estas últimas as “mais recentes, que começaram a ser feitas há uma dúzia de anos” e foram um sucesso.
Para empurrar, há vinho branco e tinto da região do Minho diretamente das cubas de inox, ou o espadal, tirado do barril. Sem esquecer o “xiripiti”, “o bagaço com mel” da praxe no fim da refeição.
A Regional da Areosa. Largo Heróis da Pátria, 31, Rio Tinto, Porto. De segunda-feira a quinta-feira, 8h30-19h45; sexta e sábado, 8h30-19h30. Encerra ao domingo. T. 229 711 016
Na República dos Cachorros, numa esquina da Praça dos Poveiros, dois pratos querem ser o centro das atenções do restaurante aberto em 2004: os cachorros, que dão nome à casa, e as francesinhas, consideradas a “especialidade”, como se lê num autocolante à porta.
Em caso de indecisão sobre o que pedir, o melhor é ir pelo cachorro especial (10 euros), um cachorro à moda do Porto, com salsicha fresca, linguiça e queijo derretido num pão tostado cortado aos pedaços com um bónus: o molho de francesinha, que o torna especial.
“Esse molho é servido em várias casas, mas cada uma tem o seu molho típico”, diz Sávio Oliveira, o gerente. A República dos Cachorros também é conhecida pelas batatas fritas (2.50 euros a dose). “Cortadas à mão e fritas na hora.”
República dos Cachorros. Rua de Santo André, 28, Porto. De segunda-feira a domingo, 11h-23h. T. 222 007 639
Em 2022, quando os antigos senhorios não renovaram o contrato de arrendamento, o Curb teve de se mudar da Rua de Belomonte para um espaço mais pequeno, na Rua da Torrinha, e deixou de ter lugares sentados. “Aqui era para ser a nossa fábrica de preparações e padaria, mas, devido às circunstâncias, tivemos que mudar o plano e transformar o espaço para que fosse a produção, padaria e cozinha do Curb”, conta Sérgio Cruz, um dos fundadores da hamburgueria.
Desde então, só funciona com take-away, através da Glovo ou diretamente no espaço, onde se pode observar a azáfama da cozinha na cave.
Os brioches caseiros – “o nosso maior orgulho”, diz Sérgio – são feitos ali mesmo. “A carne que usamos é carne de novilho Angus, preparada e picada todos os dias”, continua. Também as batatas são lavadas e cortadas à mão, fritas com casca.
A simplicidade – e um molho que não se sabe a receita – são o segredo do negócio criado há sete anos. No menu só há quatro hambúrgueres e são suficientes. O Curb Burger (9 euros), com cheddar, tomate, cebola, alface, pickles e o tal molho secreto no pão de brioche, é o favorito.
“Num futuro próximo queremos o dine-in de volta”, diz Sérgio. E pode estar para breve. “Esse é o nosso principal objetivo para este ano.”
Curb. Rua da Torrinha, 111, Porto. De segunda-feira a domingo, 12h-22h. Só com take-away diretamente no restaurante ou através da Glovo
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