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Não vai ler aqui que, para acalmar a fúria alimentícia do Natal e Ano Novo, o melhor é comer comida vegetariana. Muito menos que, se quer comer de forma saudável, o melhor é meter-se num restaurante vegetariano. Isso é tudo publicidade enganosa.
No entanto, se depois da época do peru, do bacalhau e do bolo-rei lhe estão a faltar as fibras, este é um roteiro para ter sempre à mão. Nestas seis casas comem-se vegetais com fartura, não entra carne nem peixe, e o resultado são pratos criativos e muito gulosos. Estamos em 2026, está mais do que na hora de conhecer a potência de um singelo vegetal.
Uma refeição vegetariana não iguala dieta e o Fava Tonka, em Leça da Palmeira, é um grande bastião desta ideia. Nem é preciso chegar às sobremesas de chocolate intenso ou ao pudim brilhante. Todas as receitas de Nuno Castro são gulosas, cheias de sabor e técnica. Parecem pratos complicados, cheios de camadas, mas acabam a revelar-se puro conforto. A carta apoia-se na sazonalidade do mundo vegetal, eleva-se cada ingrediente à categoria de produto nobre e assim se mantém um restaurante que tanto serve um confortável almoço de domingo, como um jantar requintado. Por tudo isto é 1 Sol Guia Repsol.
A carta apoia-se na sazonalidade do mundo vegetal, eleva-se cada ingrediente à categoria de produto nobre e assim se mantém um restaurante que tanto serve um confortável almoço de domingo, como um jantar requintado. Por tudo isto é 1 Sol Guia Repsol.
Fava Tonka. R. Santa Catarina 100, Leça da Palmeira. Sexta e Segunda, das 19h às 23h; sábado e domingo, das 12h30 às 15h e das 19h30–23h
A uns passos do Belcanto, o Encanto. Entramos no mundo encantado dos vegetais guiados por José Avillez e Diogo Formiga, os chefs deste restaurante no Chiado, Lisboa.
Este é um fine dining puro, no serviço, na formalidade, em todos os códigos, mas que troca os tradicionais mariscos, carnes e peixes nobres por vegetais muitas vezes no seu estado puro — veja-se o prato de tomate gelado que ficou conhecido (na sua época, em agosto) por apresentar esta fruta na simplicidade de um tártaro, um sorvete ou semi-desidratada. É uma experiência gastronómica que nos leva a redescobrir o mundo vegetal que julgamos conhecer.
Encanto. Largo de São Carlos 10, Lisboa. De terça a sábado, das 19h às 22h30.
Há dias em que tudo o que se quer é abocanhar um hambúrguer, ir com tudo, sem pedir desculpas. Encher a cara, mas sem carne. Para esses dias — e para os outros — o Kendrick está na rua de Santa Marta, Lisboa. Aqui servem-se hambúrgueres de falafel, cogumelos, quinoa com molhos e toppings saborosos, no meio de um pãozinho fofo e amarelinho.
Nada dá espaço a pensamentos intrusivos sobre os congéneres da fast food. As batatas fritas também são uma especialidade e podem acompanhar-se de um leque de molhos que nunca mais acaba. Tudo isto com o bónus do serviço caloroso de Nicolas, o dono ao balcão deste Solete Guia Repsol.
Kendrick. R. de Santa Marta 36A, Lisboa. Todos os dias, das 12h às 22h30
David Jesus é um chef entusiasmado, cheio de ambição e um coach nas palavras. Se o início do ano é sobre resoluções e ânimo para os próximos 12 meses, vale a pena ir consultar-se com este poço de motivação. Transparece para a carta do Seiva, de matriz vegetal: criativa e a apontar para a alta cozinha. Os menus de degustação são sazonais e cada prato promete cuidado, técnica e depuração quanto baste.
Para a harmonização, além do serviço de vinhos, os cocktails são a expressão líquida desta filosofia: estão, em cada copo, os vegetais da estação e alguns ingredientes inesperados. Tomate seco, manjericão e soro de mozarela juntos no mesmo copo podem ser a margarita da despedida, antes do dry january.
Seiva. R. Sarmento Pimentel 63, Leça da Palmeira. Terça e quarta, das 19h às 23h; de quinta a domingo, das 12h30 às 15h e das 19h às 23h.
Dos mesmos criadores de Pistola Y Corazón, o falecido restaurante que ensinou os lisboetas a comer tacos sem peneiras, chega-nos Duro de Matar. A identidade de uma cozinha mexicana saborosa, viciante e descontraída está lá, mas agora sem carnes ou peixes. Não que isto seja algo destacado pelo restaurante e anunciado aos sete ventos — pelo contrário, é um facto de que apenas nos apercebemos ao passar os olhos pela carta.
Cresce água na boca ao ler tacos al pastor de cogumelo, cenouras e abóbora grelhadas, beterraba e hibiscos, raiz de aipo e mole poblano — e bichinhos nem vê-los. A juntar a tudo isto, desfazendo qualquer estereótipo sobre cozinha vegetariana, o Duro de Matar é praticamente uma danceteria, com programação mensal de djsets.
Duro de Matar. Av. Infante Dom Henrique 151, Lisboa. De domingo a quinta, das 12h às 23h; sexta e sábado, das 12h às 00h.
É um jardim famoso entre os mais antigos vegetarianos lisboetas — aqueles do tempo em que ser vegetariano era esquisito e toda a gente à sua volta achava que estavam só a fazer-se difíceis.
O Psi tem uma esplanada com cascata e horta há mais de 20 anos e a sua carta continua a mostrar as influências indianas, tailandesas e outros clássicos tornados vegetarianos ou vegan, como o pad thai de tofu ou os hambúrgueres vegan. É o lugar para um reset — à dieta, talvez, e à paciência, que numa Lisboa com trânsito e muita gente, neste jardinzinho está-se com toda a tranquilidade.
Psi. Alameda de Santo António dos Capuchos, Lisboa. De segunda a sábado, das 12h30 as 15h30 e das 19h30 às 22h30.
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