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Se perguntar a vários portuenses qual é a melhor francesinha da cidade, a resposta será sempre diferente. Cada um defenderá aguerridamente a sua dama, jurando não haver melhor francesinha do que a sua. Cabe-nos, então, mediar a discussão, sugerindo alguns dos lugares com mais peso neste receituário.
Foi aqui que nasceu a francesinha, diria José Hermano Saraiva no seu tom de historiador, fazendo todo um tratado à volta d’A Regaleira. E de facto, este restaurante, fundado em 1934, merece uma estátua por ter dado ao Porto um dos seus grandes orgulhos gastronómicos.
Foi Daniel David da Silva quem cozinhou a primeira francesinha, em 1952. Regressado de França e inspirado no croque monsieur, o cozinheiro abriu um pão bijou, recheou-o com carnes e fumados portugueses e inventou um molho para tornar as mulheres portuguesas tão “picantes” como as francesas, dizia-se à época. Ainda hoje, A Regaleira serve a versão original da francesinha (€11,90).
A Regaleira. R. Bonjardim, 83, Porto. 915 268 368. 12h-15h e 19h-22h
Quando visitou o Porto, o crítico gastronómico e ex-jurado do Masterchef Austrália Matt Preston ficou rendido ao Francesinha Café: “Há um sem número de motivos para tantos apontarem esta francesinha como a melhor da cidade”, escreveu na sua conta de Instagram. Tem toda a razão no que disse. Há mais de 40 anos que o proprietário Fernando Lopes Cardoso anda a aprimorar o molho, que é, sem dúvida, um dos principais trunfos deste prato.
Ao abrir o Francesinha Café em 2011, já tinha consigo uma receita vencedora: trata-se de um molho sedoso, ligeiramente picante, sem ser impositivo, e com um suave travo a carne. Demora um dia a ser preparado, o que diz muito sobre a dedicação deste sítio. A isto acresce um cuidado extraordinário na escolha das carnes, com um bife do lombo tenro e sempre no ponto a fazerem-nos revirar os olhos de prazer (€15). Um verdadeiro Solete Guia Repsol.
Francesinha Café. R. Da Alegria, 946, Porto. 912 653 883. 12h30-15h e 19h-22h (fecha dom. e 2a.)
Aqui só há francesinha e só se servem refeições ao almoço. Ponto. E para quê inventar? José Pinto fá-la com gosto, a filha Filipa ajuda no atendimento aos clientes e, lá dentro, todos se sentem em família. Há um toque de assinatura nesta francesinha que salta logo à vista: a linguiça grelhada aberta no topo, qual camarão (crustáceo, a bem dizer, que é um atentado para qualquer purista). Entre as fatias de pão, bem generosas, descobre-se uma fatia fina de lombo assado a fazer companhia ao bife, ao fiambre, à salsicha fresca e à linguiça.
Afinal, a francesinha original fazia-se com lombo e como o Bufete Fase é um clássico da cidade, há mais de 40 anos, mantém a tradição no prato. Que continue a servir francesinhas por muitos mais anos! (€10)
Bufete Fase. R. Santa Catarina, 1147, Porto. 222 052 118. 12h-16h (fecha sáb. e dom.)
Um livro de honra dedicado à francesinha? Sim, isso existe e está n’O Golfinho, um Solete Guia Repsol. Para quem vai lá pela primeira vez provar a francesinha, o Sr. Alberto tem a gentileza de abrir o livro de honra e pedir umas palavras de apreço ao comensal. Não sabemos quantos livros já foram preenchidos nesta casa de pasto, mas serve francesinhas desde 1998 — devem ser alguns.
Aqui, a francesinha vem servida com ovo estrelado por cima e um molho mais fluído e picante do que o habitual. Ainda assim, há quem peça o picante caseiro para estimular o rubor facial. A acompanhar, batatas fritas caseiras em doses generosas, como tudo o que é servido nesta casa. (€9,40)
Casa de Pasto O Golfinho. R. de Sá Noronha, 137, Porto. 222 081 636. 12h-15h e 19h30-22h30 (fecha dom. e 3a. ao almoço)
Para tudo: há um sítio discreto, aberto em julho de 2025, que, em pouco mais de meio ano, já faz fila à porta. O nome “Maria” vem da cozinheira Maria Helena Gomes, antiga proprietária da Adega Túnel e com mais de 30 anos de experiência a fazer francesinhas e outros pitéus. Fechado “o Túnel”, Maria Helena resolveu dedicar-se (quase) em exclusivo à francesinha, agora servida num pequeno restaurante na zona do Carvalhido. O molho tem textura e delicadeza, travo a cominhos e uma certa doçura pontuada pelo picante, que aqui assume a responsabilidade de abrir as pupilas sem matar todos os outros sabores.
A linguiça e a salsicha fresca são do Leandro, do Bolhão, atestado de qualidade para qualquer francesinha; o bife é fino e tenro e as batatas fritas caseiras que a acompanham são, talvez, das melhores que por aí andam. Às sextas e sábados, o Maria Francesinha funciona maioritariamente por reservas, tal a afluência. A não perder. (€11,50)
Maria Francesinha. R. da Prelada, 14, Porto. 222 429 137. 12h-15 e 19h-22h (fecha dom. e 2a.)
Atenção, que esta francesinha tem marca registada. O Café Santiago não brinca nesta matéria e quem quiser espreitar o seu site, encontrará uma descrição detalhada de cada ingrediente que compõe a Francesinha Santiago®.
Vamos a um breve resumo: 1. Pão de forma cozinhado em forno a lenha, com as fatias aparadas à mão e tostado para ganhar uma certa crocância; 2. Uma fina fatia de mortadela a servir de base para o que aí vem a seguir; 3. Salsicha fresca do dia; 4. Linguiça grelhada no momento; 5. Bife de novilho, sem gordura, cortado a partir de uma peça inteira no restaurante; 6. Fiambre “de grande qualidade”; 7. Uma fatia de queijo no interior e quatro no topo; 8. Ovo estrelado na chapa, cuidadosamente abraçado pelas fatias de queijo; 9. Molho “com alma”, a que o restaurante chama de Essência Santiago; 10. E um segredo chamado…Vinho do Porto. Ora digam lá se uma francesinha tem ciência, ou não? Tanta que mereceu um Solete Guia Repsol (€16,80)
Café Santiago. R. Passos Manuel, 226, Porto. 222 055 797. 12h-22h45 (fecha dom.
A parada está sempre alta no Lado B, que advoga ter “A melhor francesinha do mundo”. Se é ou não é, impossível de dizer (lá vem a discussão), mas há motivos muito fortes para escolher este restaurante para namorar uma francesinha.
A qualidade dos ingredientes é soberana: bife de alcatra vitelão, salsicha fresca, linguiça, fiambre, mortadela, queijo e um molho confiante, guloso e ligeiramente picante dão cartas tanto no restaurante em frente ao Coliseu, como no do Mercado do Bom Sucesso. Neste Solete Guia Repsol existe também uma boa opção vegetariana, com tofu, enchidos vegan, beringela e um molho próprio. Se chegar às sobremesas com espaço para um docinho, peça O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo. (€12,75)
Lado B. Coliseu: R. Passos Manuel, 190. 222 014 269. 12h-16h e 19h-23h45 (fecha dom.)
Com o primeiro restaurante aberto em 2014, nos Aliados, a Cervejaria Brasão tornou-se, com o passar dos anos, num pequeno império de francesinhas do Porto e arredores. Tem quatro espaços abertos na Invicta, um na marginal de Vila Nova de Gaia e outro em Leça da Palmeira. A francesinha é preparada no forno, o que a torna desde logo diferente das demais.
Há uma variação vegetariana (com molho próprio, que é bem apetecível) e a possibilidade de pedir meia francesinha. À partida, parece um absurdo (e uma ofensa, dirão alguns), mas tendo em conta a carta de snacks, perdoa-se o downsize. Petiscos como o rissol de carne, cogumelos e trufa ou a cebola frita com maionese de alho negro são obrigatórios. (€13,30).
Cervejaria Brasão. Coliseu: R. Passos Manuel, 205, Porto. 931 989 364. 12h-16h30 e 18h30-23h30
Aliados: R. Ramalho Ortigão, 28, Porto. 934 158 672. 12h-16h30 e 18h30-23h30
Foz: Rua de Gondarém, 487, Porto. 934 113 658. 12h-15h e 19h-23h30
Antas: Av. Fernão de Magalhães, 1530, Porto. 913 807 372. 12h-15h30 e 19h-23h30
Vila Nova de Gaia: Av. Da Beira Mar, 2020, Vila Nova de Gaia. 936 008 522. 12h-15h e 19h30 (6a., sáb., dom. e feriados não fecha à tarde)
Leça: R. Das Fuzelhas, 5, Leça da Palmeira. 915 420 355. 12h- 15h e 19h-23h30
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