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Está por todo o lado. Vê-lo assim, acarinhado, estimado, é um gosto. Pode dizer-se que é uma questão de paixão, que não há nada assim no mundo gastronómico nem nas manias dos comensais. Há vícios de tudo e há vício de cozido.
Pode ter mais ou menos enchidos (mais, por favor), mais ou menos grão, feijão, umas ervas ou outras, feito no fogão, feito na lenha, com fumo, com todos, para todos. Não há um cozido igual, mas todos são igualmente abençoados — e nós com eles. Não percamos tempo. Está na época, está na hora, sigamos em busca da felicidade com caldo (e com os Soletes Guia Repsol, casas de confiança que devia mesmo conhecer).
Imagine que num artigo dedicado à boa prática de apresentar cozidos aos clientes, um dos restaurantes incluídos propõe não uma, mas duas versões do rei das comezainas. Não é preciso imaginar mais.
O sonho é real na Tasca do Petrol, bastião da tradição algarvia, protegida por novas gerações apaixonadas pelos fumos e os enchidos, pelas saladas e o porco. Para a iguaria em questão, importa dizer que isto é gente que balança entre o cozido de grão e o cozido de couve com papas de milho. Leve companhia e divida. Ora essa.
Tasca do Petrol: EN 267, Corgo do Vale, 8550-145 Marmelete. Telefone: 282 955 117. Das 12h às 15h e das 19h às 21h30. Fechado ao jantar à terça. Encerra à quarta.
Há um sítio encantado no meio da balbúrdia lisboeta. Há um destino de sonho para quem não aprecia tomar o pequeno-almoço a todas as refeições.
Chama-se Pirilampo, fica no “oh, ainda tão tradicional, até quando?” bairro de Alvalade. Tem cabidela e aquele bitoque e bons croquetes e choco frito e um óptimo arroz de grelos. Claro que tem. Mas, além disso, tem o maior deles todos: o cozido à portuguesa. Sem mais. É cozido. É à portuguesa. E é à quinta-feira. Porque a missa tem dia fixo.
Pirilampo: Rua Acácio de Paiva 4, 17000-005 Lisboa. Telefone: 218 491 235. Das 12h às 15h30 e das 19h às 22h. Fecha ao domingo e à segunda.
É “dos Pintor” porque é apelido, é nome de família. Como a casa — perdão, a moradia, que alberga as várias salas deste solar. Estamos em terrenos de gente que nunca fez outra coisa a não ser chanfana e bifes bem cortados, batatas fritas perfeitas, sem máculas oleosas, arroz de polvo, daquele que se divide porque só assim é que se faz.
À quinta-feira, ei-lo, cozido à portuguesa, que aqui chega “no tempo frio”, avaliação variável, mas nunca na qualidade. Saiba também isto: por vezes há dois doces da casa. Cada um deles “à Pintor”. E bem.
Solar dos Pintor: Rua da República 37, 2660-455 Santo Antão do Tojal. Telefone: 219 749 011. Das 07h às 22h, menos ao domingo, que vai das 12h às 15h.
Isto é tão raro e especial que merece toda a atenção possível. Em terras de Vidago, conselho de Chaves, a Casa de Souto Velho é mesmo uma casa e, na respetiva sala, Eufrásia e Osvaldo Almeida servem do melhor que a gastronomia portuguesa tem.
Tudo vem daquela quinta (excepto o peixe e o arroz, por razões óbvias) e dadas as dificuldades associadas a um negócio destes, há duas coisas que não se sabem: quando é que há cozido (que há) e até quando vai ser possível comer àquela mesa. Portanto, avance, que o tempo não pára.
Casa de Souto Velho: EN 311, 12, Souto Velho, 5425-011 Anelhe. Telefone: 276 999 250. Das 12h às 22h30. Fechas às terças.
Todos conhecemos alguém ou algum estabelecimento que, com toda a atitude deste mundo e do outro, atira absolutismos gastronómicos. Ora o São Cristóvão pertence a essa classe. Mas será que não está certo? Avisa este restaurante clássico de Montemor-o-Novo que é dele o melhor cozido à portuguesa.
É preciso ter muita lata, coisa que esta gente parece não apreciar, já que fazem o cozido no barro, no lume alimentado a lenha, caldos e carnes e vegetais que saem fumados para a mesa, pão para ensopar mais do que obrigatório. A sério que não vai fazer o teste?
São Cristóvão: Rua 8 de Março, 7050-600 São Cristóvão. Telefone: 266 837 058. De quinta a terça, das 12h às 15h.
Há quem diga que o segredo da Taberna Casa Costa é o tamboril e o bacalhau, ambos servidos com uma boa dose de carinho entre os acompanhamentos. Outros apontam a alheira ou os jaquinzinhos, que parecem famílias distantes, mas só até chegarem à mesa (é uma questão de prazer).
Há ainda quem lhe elogie a chanfana e o arroz de lampreia. Ora bem, antes que fique impossível de lidar com tudo isto, esclareçamos o essencial: no meio disto tudo, o que une todas as opiniões é que toda a gente adora o cozido à portuguesa desta taberna. E, assim sendo, aqui vamos.
Taberna Casa Costa: Rua Augusto Filipe Simões, 3000-394 Coimbra. Telefone: 239 717 739. De domingo a sexta, das 10h às 22h. Fecha ao sábado.
Entrar no Cacho Dourado não é bem viajar no tempo, mas é como se o tempo não avançasse. Como se nunca nada mudasse, garantia de segurança, tranquilidade e — talvez mais importante aqui para esta nossa demanda — garantia de paladar
Evolução da tasca/snack-bar para o restaurante de dimensão mais generosa, também com carimbo de cervejaria, com a confusão habitual da mistura entre colarinhos azuis e brancos de Lisboa, que à quarta-feira fazem a coreografia do cozido
Cacho Dourado: Rua Eça de Queiroz 5, 1050-095 Lisboa. Telefone: 213 543 671. De segunda à sexta, das 12h às 23h30. Fecha ao fim de semana.
A quantidade de história que para aqui vai. Estamos em Vila de Frades, terra de todas as tradições alentejanas, profundas, enraizadas. Estamos também num dos locais mais afamados da cultura do vinho de talha. E estamos, juntando tudo isto, onde comer e beber é muito mais do que uma função ou um horário.
É, talvez mais do que uma necessidade biológica, uma inevitabilidade social. É neste cenário que o cozido de grão, pintado a hortelã e poejo, é servido — e se houver cante sem aviso, não se admire.
Taberna do Enteiriço: Rua do Espírito Santo 16, 7960-448 Vila de Frades. Telefone: 960 033 245. De quinta a sábado, das 12h30 às 23h. Domingo, das 12h30 às 16h.
Há quem não tenha dia certo. Para vontades, tarefas ou coisa alguma. Entre Tondela e Vouzela há gente assim e a verdade é que é uma mania que dá gosto. Neste caso, dá mesmo, porque é de gosto que se fala quando o assunto é cozido à portuguesa.
Na Casa Arede vive-se a tradição beirã, a nossa sorte é que o cozido não tem dono, é de quem o apanhar. E neste restaurante a filosofia é essa: o cozido não tem dia certo, depende da vontade da cozinha. Pergunte em antecipação e certifique-se que é a sua vez de ter sorte.
Casa Arede: ER333 2, 31, 3670-028 Alcofra. Telefone: 932 448 552
Respondendo à provocação do título aqui em cima: não há certezas de que alguma vez alguém tenha dito que no Algarve não há cozido. Mas o objetivo foi cumprido: conseguimos a sua atenção e agora podemos dizer-lhe, com a certeza de todos os Algarves, que em Faro o Pôr do Sol é lindo como em toda a parte (apesar dos olhos virados a sul) e que também é nome de uma casa de pasto.
Elas existem, elas persistem e aqui persiste também a tradição no prato. O cozido é um dos verbos conjugados. Veja quando há, que o menu vai e vem com as vontades.
Casa de Pasto Pôr do Sol: Rua Mendonça 19, 8005-114 Faro. Telefone: 289 864 611. De segunda a sábado, das 12h às 16h e das 19h às 00h
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