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Adegas desenhadas por arquitetos premiados, experiências de vindima noturna, restaurantes de petiscos alentejanos e hotéis onde vale a pena ficar mais do que uma noite. O enoturismo no Alentejo cresce a olhos vistos e estes sete produtores são prova disso.
Sustentabilidade é a palavra de ordem na Mainova. Este é o enoturismo da Herdade da Fonte Santa, uma propriedade de 200 hectares em Arraiolos da família de Bárbara Monteiro. Chama-se assim porque Bárbara, a impulsionadora do projeto, em 2019, é a mais nova das irmãs da família.
A moderna adega, construída a pensar na otimização energética e de produção de vinho, com painéis solares, clarabóias e cortiça, pode ser visitada por marcação, para perceber todo o processo de vinificação, da colheita ao engarrafamento.
Em setembro, a vindima noturna e manual, a Moinante Experience, é imperdível e as inscrições costumam esgotar. No resto do ano, há programas para todos os gostos, dos piqueniques no olival aos almoços vínicos.
O azeite, outra parte importante da herdade, com 90 hectares em produção integrada e biológica, merece uma atenção especial. Além de provas dos vários azeites da casa, existem programas como o Oléologo Por um Dia (80 euros), onde se ensinam técnicas de prova.
Mainova. Herdade da Fonte Santa, Vimieiro, Arraiolos. Provas a partir de 42 euros. T. 910 732 526
Considerada pela Forbes uma das Melhores Adegas de 2025 em todo o mundo (a Herdade do Sobroso e a Fitapreta também estão na lista), a adega da Herdade de Torre de Palma, em Monforte, está aberta todo o ano a visitas, com experiências como a Roman For a Day (a partir de 55 euros), para conhecer as ruínas romanas da família Basilí, que aqui viveu entre os séculos II e IV.
A ideia é visitar as ruínas da propriedade, almoçar no restaurante do chef Eduardo Grilo e provar os vinhos de ânfora, num banquete digno do império romano.
Para a ocasião, o arqueólogo espanhol Noé Conejo ajudou a equipa de cozinha a preparar o Menu Musas (os vinhos da prova também são Musas, tinto, branco e rosé), a partir de receitas originais de Apício, autor do famoso livro de receitas do Império Romano.
Além do restaurante e da adega, a herdade tem um hotel de cinco estrelas com 19 quartos, piscina interior e exterior, spa, uma capela, um picadeiro, uma horta biológica e a torre que lhe dá nome. Pode subir-se ao seu topo para admirar uma típica paisagem do Alentejo.
Torre de Palma Wine Hotel. Herdade da Torre de Palma, Monforte. Provas a partir de 30 euros por pessoa. T. 936 004 264
O pato, símbolo da Herdade do Sobroso, propriedade com 1600 hectares na Vidigueira, está por todo o lado. Nos rótulos dos vinhos, na loiça de barro dos piqueniques na vinha ou na porta do jipe onde se fazem os safaris fotográficos (200 euros para quatro pessoas), uma das muitas atividades propostas a hóspedes e visitantes.
Com sorte (e de preferência de manhã ou ao final do dia, quando os animais estão mais ativos) é possível ver alguns dos habitantes da herdade: javalis, veados, gamos, muflões e várias espécies de aves. Mas o ponto alto da visita é a subida ao miradouro de onde é possível admirar a paisagem alentejana, com o Alqueva em pano de fundo.
Sofia Machado e Filipe Teixeira Pinto são os donos e anfitriões da herdade que inaugurou este ano mais duas villas com piscina privativa. Além dos quartos em duas casas, a Casa da Quinta e a Casa da Cegonha, há também um restaurante com petiscos alentejanos e uma adega com sala de provas.
Herdade do Sobroso. Apartado 61, Vidigueira. Provas a partir de 35 euros. T. 961 732 958
Apresenta-se como uma “a única adega urbana” em Estremoz, mas a Howard’s Folly, projeto do empresário de Hong Kong Howard Bilton com o enólogo australiano David Baverstock (enólogo da Herdade do Esporão durante três décadas), é muito mais do que isso.
É aqui que se encontram algumas relíquias da enorme coleção de arte de Howard Bilton. Por exemplo, um vaso de Ai Wei Wei à entrada do edifício, um urinol de Joana Vasconcelos no bar, um busto de papel do artista chinês Li Hongbo no restaurante The Folly ou um conjunto de porcos pintados espalhados pela adega. Também há uma galeria de arte de entrada livre que acolhe o trabalho de artistas locais e um campo de padel.
Apesar de todas estas obras de arte, a atenção está nos vinhos, produzidos na encosta da Serra de São Mamede, em Portalegre, a 600 metros de altitude.
Howard’s Folly. Rua General Norton de Matos, 13, Estremoz. Restaurante The Folly a funcionar à quarta-feira, 19h30-22h30; quinta-feira, 12h30-15h e 19h30-22h30; sexta-feira 12h30-15h e 19h30-2h; sábado, 12h30-1h; domingo, 12h30-17h. Encerra à segunda e terça-feira. Reservas: 268 332 151
A 10 quilómetros de Évora, o enoturismo da Fitapreta, do enólogo António Maçanita, tornou-se uma referência no enoturismo do Alentejo. O ano passado, foi considerado o Melhor Enoturismo do país nos prémios da APENO – Associação Portuguesa de Enoturismo. A enoteca Fitapreta também foi distinguida em 2025 com um Solete no Guia Repsol Portugal, reconhecida como um bom sítio para “provar, falar e trocar opiniões sobre vinhos (…), acompanhados por iguarias típicas alentejanas”.
O projeto recuperou o Paço Morgado de Oliveira, o mais antigo paço rural conhecido em Portugal, de 1306, que desde 2019 é uma adega moderna de portas abertas ao público. Em fevereiro do ano passado, o enoturismo ganhou um novo fôlego com o restaurante A Cozinha do Paço, do chef Afonso Dantas, uma experiência de fine dining com produtos locais.
Na adega há provas para todos os gostos e níveis de curiosidade. Desde a rápida Kiss & Fly, de 35 euros e três vinhos, à Masterclass António Maçanita’s Style, a 150 euros por pessoa, uma prova de 12 vinhos que é uma autêntica lição de enologia.
Fitapreta. Paço Morgado de Oliveira, Évora. Provas a partir de 35 euros. Marcações com 72 horas de antecedência. Restaurante a funcionar de terça-feira a sábado, 12h-14h, e terça-feira a sexta-feira, às 19h. Telefone: 918 266 993
Na mesma família há dois séculos, o São Lourenço do Barrocal, hotel e monte alentejano numa enorme herdade de Monsaraz, não deixa que os seus hóspedes se aborreçam. Dos menires que ali estão há 7 mil anos, e que podem ser descobertos num passeio de bicicleta até ao Alqueva, à observação de estrelas, sem esquecer a experiência de apicultura, há muito que fazer por estas bandas.
Para os indecisos, deixamos uma ajuda: as experiências de enoturismo são obrigatórias, já que o vinho é uma parte importante da vida da herdade, com uma produção anual de 30 mil garrafas, orientada pela enóloga espanhola Susana Esteban.
A adega, um projeto do arquiteto Souto de Moura, pode ser visitada diariamente por marcação e com prova incluída. Entre as experiências de enoturismo, a Oficina de Blending é uma das mais populares: por 150 euros, os participantes transformam-se em enólogos e criam o seu próprio blend, engarrafado na hora para levar para casa.
São Lourenço do Barrocal. São Lourenço do Barrocal, Monsaraz. Provas a partir de 80 euros. Telefone: 266 247 140
É considerada a primeira “adega de autor em Portugal”, resultado de um projeto de 2007 de Siza Vieira em Campo Maior, a terra natal de Rui Nabeiro, muito perto da Serra de São Mamede.
As visitas com o enólogo da casa, Carlos Martins, são a melhor maneira de conhecer os muitos perfis de vinhos da Adega Mayor. Na Prova de Vinhos com o Enólogo, por exemplo, é Carlos quem guia os visitantes pela adega, explica o processo de vinificação e escolhe os vinhos a dedo, alguns ainda a estagiar, retirados da barrica diretamente para o copo.
Aproveitando o número crescente de visitantes nos últimos anos, as atividades de enoturismo na adega diversificaram-se. Além de um piquenique na vinha, debaixo de uma azinheira centenária, onde se explica o processo de conversão das vinhas para o modo biológico, há cursos vínicos dados pela equipa de enologia e combinações mais improváveis.
Como a prova de vinhos com chocolates, uma parceria com a marca de chocolates artesanais Annobon, do Porto, com bombons para a harmonização vínica.
Adega Mayor. Herdade das Argamassas, Campo Maior. Provas a partir de 12.5 euros. Reservas. 924 439 428
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