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Falésias, boa mesa, caminhadas: fim-de-semana em Casal de São Simão

Aldeias de Xisto

Falésias, boa mesa, caminhadas: fim-de-semana em Casal de São Simão

Atualizada: 28/01/2026

Texto: Austin Bush

Fotografia: Austin Bush

A duas horas de Lisboa, na Serra da Lousã, Casal de São Simão é uma aldeia de xisto que convida a explorar a natureza e a gastronomia local.

Quase como se tivesse sido posta do centro de Portugal, a aldeia Casal de São Simão é uma única rua ladeada de uma mão-cheia de casas de pedra. Situada no cimo de um monte no distrito de Leiria, é membro das Aldeias de Xisto, uma rede de 27 aldeias remotas no centro interior do país.

Acredita-se que Casal de São Simão remonte à época medieval, e, como muitas outras, foi sendo abandonada ao longo do século XX. Contudo, atualmente, tem havido um ressurgimento do interesse nestas pequenas aldeias e cinco das 23 das casas em São Simão são habitadas durante todo o ano, fazendo com que a terra ganhe mais vida quando comparada com outras Aldeias de Xisto.

A vista do Casal de São Simão é para toda a Serra da Lousã
A vista do Casal de São Simão é para toda a Serra da Lousã

Ao contrário de outras nesta rede, as casas aqui são feitas de crista quartzítica, não xisto, o que lhes confere um tom terroso, ocasionalmente cintilante. A rua única alberga um fontanário, uma eira e um forno comum. Se olhar para lá das casas, verá árvores de dióspiro, citrinos, oliveiras e macieiras, vinhas e até sobreiros.

Um restaurante contemporâneo numa aldeia antiga

A estrutura mais proeminente do Casal de São Simão é também a mais moderna: no cimo da colina com vista sobre a aldeia encontra-se a Varanda do Casal, um restaurante surpreendentemente contemporâneo, o único na aldeia. “A minha ideia é manter-me ligado às raízes daqui, mas usando alguns toques modernos”, explica Diogo Santos, um jovem de 21 anos natural de Figueiró dos Vinhos, vila vizinha, e chef do restaurante.

O Varanda de São Simão traz traços contemporâneos à aldeia antiga.
O Varanda de São Simão traz traços contemporâneos à aldeia antiga.

Isto traduz-se num menu de pratos robustos com nuances refinadas, como a cabra assada em vinho do Porto com xerém, sobre a qual Diogo se apressa a esclarecer: “Isto não é uma chanfana!”. Menciona ingredientes: chocolate, cardamomo, canela, anchovas, ingredientes que normalmente não fazem parte deste prato tão local, e o resultado é algo mais súbtil, rico e aromático.

Em termos de produtos locais, Diogo recorre ao azeite e azeitonas de Sicó, produtos de Figueiró dos Vinhos e pão de centeio cozido numa aldeia próxima. E, dado que o Casal de São Simão se situa na interseção de três regiões vinícolas – Beira Interior, Bairrada e Dão – a seleção de vinhos locais do restaurante é bastante diversificada.

A Chanfana da Varanda do Casal é uma versão mais aromática do prato tradicional
A Chanfana da Varanda do Casal é uma versão mais aromática do prato tradicional

A Varanda do Casal acolhe também uma filial das Lojas Aldeia do Xisto, pequenos espaços onde se vendem produtos locais como tisanas, compotas, mel e artesanato.

Próximo da aldeia, quase no cimo do Monte de São Simão, encontra-se a Ermida de São Simão, que se acredita datar do século XV. A capela está normalmente trancada, mas um caminho traseiro levá-lo-á a uma série de plataformas elevadas com vistas que se estendem até às Fragas de São Simão, do outro lado da aldeia.

Diogo Santos é o chef e Tomás Akslenco é um dos donos do Varanda do Casal, bem perto dos Passadiços da Fraga de São Simão
Diogo Santos é o chef e Tomás Akslenco é um dos donos do Varanda do Casal, bem perto dos Passadiços da Fraga de São Simão

Caminhadas com paragem para mergulhos

A melhor forma de explorar as imediações do Casal de São Simão é a pé. O Caminho do Xisto de Casal de S. Simão (PR1 FVN) é um percurso circular de 5,1 quilómetros que passa pelos locais de visita obrigatória perto da aldeia. O trilho está, em geral, bem sinalizado, mas uma aplicação de caminhadas será aqui um recurso útil.

Se começar na aldeia, desça 600 metros até à praia fluvial. À medida que a extraordinariamente cristalina Ribeira de Alge serpenteia pelas falésias estreitas e íngremes, formam-se piscinas naturais – uma enorme atração no verão. É também aqui que encontrará o único alojamento da zona: Moinho das Fragas, um antigo moinho que foi convertido num acolhedor, moderno, T1 para férias, a apenas passos de distância de alguns dos melhores lugares para uns mergulhos. Durante o Verão, é necessário marcar com bastante antecedência.

No verão, a Praia fluvial das Fragas de São Simão é uma das paragens obrigatórias para um mergulho
No verão, a Praia fluvial das Fragas de São Simão é uma das paragens obrigatórias para um mergulho

Poderá voltar pelo mesmo percurso ou continuar em direção a sudoeste. Em Além da Ribeira encontra-se um moinho de água, que ocasionalmente é posto em funcionamento. O percurso segue para sul, através de resquícios de uma floresta de Laurissilva, antes de se dirigir novamente para norte, passando por pequenas aldeias e por aquilo que parecem ser intermináveis eucaliptos, até regressar ao Casal de São Simão.

Pão de ló e Jesus batizado nas Fragas de São Simão

Se Casal de São Simão começar a ficar demasiado pequeno para si, há possibilidade de fazer algumas excursões que, apesar de pequenas, valem a pena.

O roteiro natural leva-o até Figueiró dos Vinhos, a sede do município a que pertence o Casal de São Simão. No interior da Igreja Matriz, o pano de fundo do mural de José Malhoa sobre o Batismo de Jesus não retrata o Médio Oriente, mas sim as Fragas de São Simão.

Na Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos, a obra de José Malhoa coloca Cristo nas Fragas de São Simão
Na Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos, a obra de José Malhoa coloca Cristo nas Fragas de São Simão

Se estiver na vila numa quarta ou sábado, a poucos quarteirões, encontrará o mercado de Figueiró dos Vinhos, um verdadeiro mercado agrícola, onde se vende azeite caseiro em garrafas recicladas. Nas proximidades, a Confeitaria Santa Luzia é conhecida pelo seu pão de ló único, cozido numa forma metálica com bordas onduladas. “A tradição com este pão de ló é que se deve comer com as mãos”, diz o proprietário, da terceira geração da pastelaria. Seguimos as suas instruções e descobrimos um bolo leve e fofo – muito menos intenso em ovo, doce e rico do que as versões vendidas noutros locais do país.

O pão de ló da Confeitaria Santa Luzia é uma das especialidades locais
O pão de ló da Confeitaria Santa Luzia é uma das especialidades locais

Se se dirigir 10 quilómetros para Sul daqui, encontrará Foz de Alge, um outro destino merecedor de visita, especialmente no Verão. O ponto onde a Ribeira de Alge e o rio Zêzere se encontram, resultou numa praia fluvial arenosa, bastante popular tanto para nadadores como para os que passeiam de barco. Também é aqui que verá um pequeno restaurante sazonal, O Barqueiro, que se especializa em achigã, um peixe de água doce, originário das Américas e introduzido na região.

A Foz de Alge é um dos pontos mais cénicos nos arredores de Casal de São Simão
A Foz de Alge é um dos pontos mais cénicos nos arredores de Casal de São Simão

Se quiser conhecer um lado menos selvagem da região, um outro excelente passeio é a Rota Dona Maria (PR7 AVZ), que circunda a freguesia das Maçãs de Dona Maria a 10 quilómetros a sul de Casal de São Simão. O percurso tem 12,5 quilómetros, passando maioritariamente por aldeias rurais onde se cultivam uvas, maçãs, citrinos e oliveiras.

Este texto foi traduzido por Raquel Dias