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Ninguém gosta de cerveja artesanal, até provar como deve ser. Ninguém é fã de cerveja artesanal, até não ter hipótese. Ninguém compreende o encanto da cerveja artesanal, até perceber que quando se senta à mesa para um petisco ou uma refeição com a dita, as coisas ficam diferentes — a comida e a cerveja.
Já não é novidade, já não é uma coisa exótica neste país dado a coisas clássicas. Há cada vez mais produtores, mais marcas, mais variedades e mais sítios onde é possível provar este fruto da dedicação e do gosto de uns quantos aficionados pela arte cervejeira. Juntamos aqui uma dezena de bares, de norte a sul, com diferentes propostas e filosofias distintas. Em comum? Bom, já se sabe o que é que todos estes locais têm em comum: boas cervejas artesanais.
Parece que é de propósito. E se calhar até é. Mas é muito mais interessante não esclarecer os factos e deixar tudo em formato “conspiração do bem”. Estamos em Coimbra, cidade a que facilmente associamos tudo o que é cliché relacionado com a vida académica. Isto porque não há como negar: a vida da Universidade é a vida de Coimbra. E o que é a Epicura faz, entre a cerveja que produz e o bar que tem aberto para a vender e dar a conhecer? Faz pedagogia, caras amizades.
A Epicura é feita de pessoas que realmente percebem e gostam de cerveja — tudo de forma saudável. De tal maneira assim é que estão sempre dispostos a dar mais informação, lançam sessões de pairing com as iguarias mais distintas (por exemplo, qual a melhor cerveja para servir com um brownie) e respondem a todas as dúvidas, por mais infantis ou inocentes que pareçam.
Epicura: Avenida João das Regras, 46/48, 3040-256 Coimbra. Telefone: 965 198 530. De terça a quinta, das 16h às 00h; sexta e sábado, das 16h às 02h; domingo, das 16h às 21h.
Um é Artur, o outro é Gonçalo. O primeiro é o pai, o segundo é o filho. E juntos criaram a Maldita, cerveja que já ganhou uns quantos prémios entre os especialistas que por esse mundo se dedicam a estudar e a classificar estas produções que nada têm de industrial. Isto é gente que enche o copo de paixão, que o vende à garrafa, que o produz ao barril. E se alguém precisava de ideias para uma boa frase de T-shirt, podem usar esta à vontade, sem direitos de autor.
A Maldita serve-se também em ambiente de bar, que ao mesmo tempo apresenta uma carta para forrar o estômago e que se centra na cozinha mexicana — convenhamos que vai bem com o brinde em questão. Mais uma prova que esta cidade de Aveiro é imparável na modalidade “vamos lá pôr esta ideia a funcionar”.
Maldita: Arco do Comércio 5, 3800-213 Aveiro. Telefone: 916 660 019. De terça a quinta, das 18h às 22h. Sexta e sábado, das 18h à 01h.
Não é fácil ter ideias novas. A maioria das tentativas dá de frente com a frase “já foi tudo inventado”. É óbvio que não foi. Vejam a Letraria, que belo exemplo e com belíssima cerveja artesanal. À primeira vista, parece “apenas” mais uma morada na lista de ofertas desta área que é cada vez mais vasta em Portugal. Claro que a cerveja, de produção própria, garante que a visita não vai ser igual a nenhuma outra.
Digamos que a possibilidade de ali fazer a refeição, antes, durante ou depois do copo, dá-lhe pontos extra que não devem ser subvalorizados. Mas, depois de conhecidos estes traços de personalidade, eis que surge um que marca de facto a diferença e que o novato nesta morada não está à espera (a não ser que entretanto tenha lido este texto): a Letraria tem uma biblioteca comunitária, formada por livros trazidos pelos próprios clientes. Se precisavam mesmo de mais uma desculpa para visitar a Letraria, ai está ele. Ou seja: acabaram-se as desculpas.
Letraria: Rua Dom Gonçalo Pereira 35, 4700-426 Braga. Telefone: 253 686 180. De segunda a quinta, das 17h às 00h; Sexta, das 17h à 01h; sábado, das 12h30 à 01h; das 12h30 às 23h.
O site deste Catraio (Solete no Guia Repsol) deixa-nos na dúvida: “Então mas ando eu aqui à procura de um sítio para beber umas boas cervejas que dificilmente encontro noutro sítio e o que encontro é um catálogo engarrafado?”. Sim, mas isso é uma vantagem. Porque este Catraio é um bar e é uma loja.
E se online só pode fazer bom uso da segunda, se passar pela Rua de Cedofeita pode de facto viver a experiência como ela merece ser vivida: na esplanada, no beer garden ou dentro de portas, neste que é um dos bares pioneiros no Porto artesanalmente cervejeiro, representando diferentes produtores, tendências, sabores, métodos e alegrias — sempre sociais, que o que esta gente quer é juntar amigos. E se durante a visita descobrir uns petiscos, agradeça e aproveite: quer dizer que é dia de pop up.
Catraio: Rua de Cedofeita, 256, 4050-174, Porto. Telefone: 934 360 070. De segunda a quinta, das 17h às 23h. Sexta e sábado, das 17h às 00h.
Ainda dizem que a matemática não serve para nada. Às vezes (quase todas), basta seguir as regras da aritmética para encontrar as melhores soluções. A rapaziada que faz a cerveja Nortada chegou lá com muita rapidez: então se têm uma marca de cerveja artesanal, reconhecida, elogiada e procurada, por que razão não haveriam de ter um local a que possam chamar casa, onde a dita cerveja é servida e repartida pelos visitantes (sem borlas, calma, que isto ainda é um negócio).
E se assim é, porque não servir comida, que uma cerveja puxa uma garfada e o vice-versa também é verdadeiro? E se estamos no Porto, porque haveriam de se ficar pelos hambúrgueres (nada contra) quando podiam também chegar-se à frente com — por exemplo — francesinhas (tudo a favor)? Isto sim é somar e ter o melhor resultado.
Nortada: Rua de Sá da Bandeira 210, 4000-427, Porto. Telefone: 968 842 550. Todos os dias, das 12h às 00h.
É tudo muito simples e, ao mesmo tempo, tudo muito inteligente. A localização é perfeita para entrar no espírito do “estou perto da civilização, mas longe do dia a dia o suficiente” — algures entre a Foz do Lizandro e a Ericeira (onde recentemente inauguraram uma segunda loja). A cerveja do Botão (Solete no Guia Repsol) é feita pelos responsáveis do espaço, um casal brasileiro que ali aplica a fórmula da felicidade rápida: um bom copo com a comida certa, sem perder tempo, pode salvar vidas.
O líquido abençoado é feito de acordo com a meteorologia, para acomodar frescuras e calores. Os pratos, entre sandes de pulled pork ou croquetes de vaca fumada (aliás, isto de fumar o menu é uma marca da casa), garantem a satisfação. Tudo muito acertado.
Botão: Estrada Nacional 247, 58, 2655-042, Baleia, Mafra; Telefone: 913 751 934. De quinta a sábado, das 13h às 15h e das 18h às 22h. Domingo, das 13h às 18h.
R. Mendes Leal 20, Ericeira. Terça a sábado, das 12h30 às 22h.
Podíamos falar no quadro de 10 cervejas diferentes, disponíveis todos os dias, quadro esse que está bem visível na parede, logo abaixo da mensagem que diz “não temos cerveja normal”. Podíamos lembrar os pop ups de pizzas que se tornaram referência — e é sempre bom ter dicas destas. Até podíamos vir aqui e avisar que é um sítio óptimo para ver desporto na TV na companhia de ótimas bifanas. Podíamos mesmo.
Mas o que temos mesmo de dizer sobre a Cerveteca (Solete no Guia Repsol) é que às quarta-feiras há quiz. Leram bem? É isso mesmo: aquela atividade em que fingimos não estar preocupados em ganhar ou perder enquanto declaramos o nosso amor pela cerveja. É isso mesmo. Quiz. ide.
Cerveteca: Avenida de Paris, 15B, 1000-227, Lisboa. Segunda e terça, das 14h30 às 22h. Quarta e quinta, até às 23h. Sexta até às 00h. Sábado e domingo, das 15h às 23h.
Tenha sido de propósito ou nem por isso, a Musa de Marvila (Solete Guia Repsol) soube inovar, consolidar estatuto, expandir-se e tornar-se referência em diferentes campeonatos. A saber: o campeonato da cerveja, variado, cuidado e com propostas que se tornam em favoritas, como a maravilhosa Red Zeppelin; o campeonato da comida para dedos curiosos e, ao mesmo tempos, esfomeados, com uma cozinha que nunca desilude, gulosa e apetitosa, assim mesmo em rima; espaços convidativos, prontos para casais que não vêem mais ninguém à frente, amigalhaços festivos ou famílias de largo espectro etário; música, muita música, seja ao vivo, seja em DJ set.
Juntando tudo, o resultado é um porto seguro, paragem que nunca falha quando alguém pergunta “então e onde é que podíamos ir?”.
Musa: Rua do Vale Formoso 9, 1950-277, Lisboa. Telefone: 924 236 447. De terça a quinta. Das 17h às 00h; Sexta, das 17h às 03h; Sábado das 13h às 03h; Domingo, das 13h às 00h.
Em 2015 começaram a fazer cerveja, recusando a submissão à oferta tradicional. Estes alentejanos queriam mais. E tanto queria que fizeram com as próprias mãos. Bravos artífices, que em 2019, pouco satisfeitos com o que tinham, procuraram mais (novamente).
E “mais” foi abrir este ponto de venda da cerveja que produzem (e não só, que isto é rapaziada que quer mostrar, divulgar, dar a provar e educar, partilhando conhecimento acumulado), que é também um bar, com as devidas torneiras todas expostas (Solete no Guia Repsol), à espera dos visitantes, os habituais, os curiosos, os de Castelo de Vida ou das redondezas mas também, naturalmente, todos os forasteiros — que por aqui podem provar a cerveja e picar um petisco, entre salgados, empadas e o que mais houver a cada dia. Uma notável malandragem alentejana.
Barona: Rua de Bartolomeu Álvares da Santa 42, 7320-115, Castelo de Vide. Telefone: 967 761 678. Todos os dias, das 09h à 01h.
Tão pequena que quase ninguém dá por ela. Até parece que é de propósito, mas não é, acalmem-se. As visitas são todas bem vindas. Entendam apenas que estamos no Algarve profundo, ainda que quase no meio do mar. Estamos na Fuseta, já na ria que de tão encantadora se chama Formosa.
Entre Olhão e Santa Luzia, ei-la, vila que é ilha e que é praia, onde o tempo corre à mesma velocidade, mas parece sempre que não, que tudo é mais vagaroso. Assim segue a Nano Brew, pequena cervejeira e igualmente pequeno bar, onde tudo corre com tranquilidade, mas corre bem, como a cerveja. As portas estão abertas, visitai. Se tiverem vontade de desacelerar em permanência, não se admirem. É inspiração cervejeira.
Nano Brew: Rua Dr. Virgílio Inglês, 114, 8700-032 Fuseta. Telefone: 936 136 889. De sexta a domingo, das 17h às 21h.
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