¿Cuáles son las webs y apps de Repsol?

Si tienes una cuenta en cualquiera de ellas, tienes una cuenta única de Repsol. Así, podrás acceder a todas con el mismo correo electrónico y contraseña.

Waylet, App de pagos

Repsol Vivit y Ýrea Cliente de Luz y Gas

Pide tu Bombona y Pide tu Gasoleo

Box Repsol

Guía Repsol

Repsol.es y Tienda Online

Ýrea profesional Mi Solred

Partilhar

Sete arraiais em Lisboa — e sete boas mesas mesmo ali ao lado

Santos Populares em Lisboa 2026

Sete arraiais em Lisboa — e sete boas mesas mesmo ali ao lado

Atualizada: 02/06/2026

Texto: João da Ponte

Fotografia: Marisa Cardoso

Está aí junho e com ele as festas de Lisboa. Há bailaricos para todos os gostos e, para quem não vai lá só com sardinhas ou caldo verde, há boas opções.
Guía Portugal 2026
Descarrega o Guia Repsol
Download

Mais do que o verão ou o Natal, há quem viva para ver junho chegar, ano após ano. Outros só pensam em fugir quando o ar começa a aquecer e o cheiro a churrasco invade as ruas. Há quem aprecie a confusão da maralha e há quem dela fuja a sete pés. Para todos, os Santos Populares são uma inevitabilidade. Em Lisboa, homenageia-se o Santo António a dia 13, as farras pedem emprestados todos os dias do mês para celebrar o que quer que seja.

Sugerimos sete arraiais, de entre os muitos que Lisboa tem para oferecer. Procurámos a diferença e a variedade, para que ninguém se sinta excluído. Prova disso indicamos também restaurantes do Guia Repsol que ficam na vizinhança destes bailaricos. Para que nada sirva de desculpa, só de contentamento.

O Santo António pode ser a 13 de junho, mas as festas de Lisboa duram o mês inteiro
O Santo António pode ser a 13 de junho, mas as festas de Lisboa duram o mês inteiro

Um bailarico no coreto de Carnide e uma garfada no Galito

É como se todo o bairro se juntasse para fazer um bailarico. E qual é a melhor parte? É que é mesmo isso. No centro mais clássico e tradicional de Carnide, junto ao coreto, (todas as sextas e sábados e vésperas de feriado do mês de junho), o largo é uma pista de dança para música popular; é como um churrasco gigante, comunitário, feito por todos os restaurantes das redondezas; é um concentrado de gordice, com farturas e churros e seus associados em providenciais veículos e barracas ali montadas; é um enorme recreio de crianças, daqueles que criam memórias que não se esquecem mais; e é um ponto de encontro de adultos, uns vizinhos, outros vindos de fora, todos com a mesma vontade de festejar.

Umas sopas alentejanas, uma sobremesa potente a condizer e está pronto para aguentar a noite
Umas sopas alentejanas, uma sobremesa potente a condizer e está pronto para aguentar a noite

E se é essa a sua prioridade — a farra — e prefere tratar da refeição antes, experimente O Galito (Restaurante Guia Repsol). Comida típica alentejana, feita com mandam as regras e esperam as expectativas.

O Galito: Rua Adelaide Cabete 7, 1500-441 Lisboa. Telefone: 217 111 088. Das 12h30 às 15h e das 19h às 23h. Fecha ao domingo.

Do Mi Dai para a Mouraria que resiste

A palavra “arraial” explica-se a si mesma e podemos dizer que toda a gente pensa nas mesmas coisas quando o termo lhes vem à ideia. Pois bem, a associação Renovar a Mouraria lançou esta festa popular há quase 20 anos. É um arraial, pois claro, e cumpre uma série de requisitos fundamentais ao género. Mas também é uma festa diferente. A música não é a mais óbvia, aliás, vai buscar sons a diferentes partes do mundo, para construir a banda sonora para o fundamento principal da organização: celebrar a multiculturalidade numa zona da capital que é ponto de encontro de gente vinda de diferentes regiões. A sustentabilidade — social, urbana, ecológica — é uma das bandeiras deste Arraial que Resiste, como os próprios garantem. Acontece no Largo da Rosa e vai do fim de maio à noite de Santo António, no centro de junho.

Os bairros mais tradicionais vestem-se a rigor logo no fim de maio
Os bairros mais tradicionais vestem-se a rigor logo no fim de maio

Para abrir o apetite, mesmo que depois tenha espaço para uma sardinha ou uma bifana, experimente o Mi Dai (Solete), da melhor comida chinesa que poderá provar em Lisboa. Depois, é só subir a colina.

Mi Dai: Calçada da Mouraria 7, 1100-394 Lisboa. Telefone: 968 784 699. De segunda a sábado, das 09h às 21h. Domingos, das 11h às 15h.

Santos no baile, sandes no Bibs

É um acontecimento recente, mas a verdade é que ele há coisas que não precisam de muito para conquistarem o estatuto de tradição. Assim foi com este Santos em Santos. Primeiro há a questão do nome. A repetição da palavra pode complicar, mas também pode ajudar a que ninguém se perca e toda a gente saiba ao que vai. Depois, tem espaço e está aberto todos os dias até ao final do Campeonato do Mundo de Futebol. Há boa maneira portuguesa, a pergunta é esta: se é possível juntar festas, porque não fazê-lo? Terá música de Quim Barreiros ao DJ set de Kiko is Hot. Não se admire se der por si no Terrapleno de Santos a pensar que está num festival. A ideia é mais ou menos a mesma.

No Bibs não há bifana no pão, mas há pastrami e outras belezas capazes de o suster a noite toda (foto: Bibs)
No Bibs não há bifana no pão, mas há pastrami e outras belezas capazes de o suster a noite toda (foto: Bibs)

Para ir variando na gastronomia, pode trocar o menu do costume pelo Bibs (Solete), que fica ali do outro lado da linha do comboio e tem das melhores sandes que pode comer numa noite de bailarico (incluindo a famosa de pastrami).

Bibs: Rua de Santos-o-Velho 92, 1200-735 Lisboa. De terça a sábado, das 09h às 21h. Domingos, das 09h às 18h. Fecha à segunda.

Um prato libanês no Touta e uma sardinha nos Combatentes

Parece uma cápsula do tempo. Os arraiais jogam com as nossas memórias, criando outras novas. Toda a gente tem uma história que aconteceu num espaço aberto, coberto por bandeirinhas às cores e luzes que nem sempre funcionam, fogareiros com lume constante e roupa que, ao chegar a casa, cheira a festa e a chouriço tostado ou sardinhas no início da época. Este é organizado pelo Grupo Dramático e Escolar Os Combatentes, instituição centenária que permite ao visitante a reserva de uma mesa — coisa que, neste caso, equivale a luxo. Depois, é deixar os garotos correr, escutar a malandragem dos versos de Toy ou do Trio Maravilha e aplaudir — a vida no geral e esta festa em particular. Acontece tudo nos números 5-9 da Rua do Possolo, sextas, sábados e vésperas de feriado, até 27 de junho.

Pode aproveitar e experimentar o Touta (1 Sol Guia Repsol), ali perto, na Rua Domingos Sequeira, cozinha libanesa que tem criado paixões duradouras.

Touta: Rua Domingos Sequeira 38, 1350-122 Lisboa. Telefone: 960 494 949. De terça a sábado, das 19h30 às 23h30. Fecha aos domingos e às segundas.

Os arraiais de Santos Populares são a grande reunião dos Lisboetas
Os arraiais de Santos Populares são a grande reunião dos Lisboetas

No Arraial das Avenidas Novas há um Petisco Saloio

Começou como começam todas as coisas que de pequenas se tornam grandes: foi mais ou menos sem dar por ela mas à vista de todos. Até porque, convenhamos, a Praça do Campo Pequeno é tudo menos o adjetivo que a qualifica. Os anos foram passando e aquele ajuntamento numas quantas noites de junho transformou-se num evento de multidões. Eis o Arraial das Avenidas Novas, quase como um festival de verão antes do dito. Inclui patrocínio cervejeiro, inclui os grandes nomes da canção popular (chamem-lhe o que quiserem). Vai do dia 29 de maio ao dia 14 de junho, aprecia as más horas por isso só se deita depois das 02h. E fica ali perto de umas quantas mesas que merecem uma visita.

Se querem uma sugestão — e já se sabe que foi por isso que aqui vieram — dirijam-se ao Petisco Saloio (Restaurante Guia Repsol), tasca das boas, com uma bifana que abre o caminho para a dança e outras gulodices de prato, garfo e faca, colher e copo cheio.

Petisco Saloio: Avenida Barbosa du Bocage 38, 1000-072 Lisboa. Telefone: 217 962 989. De segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 22h30. Sábados, das 19h às 23h. Fecha aos domingos.

O pica-pau do Petisco Saloio é um bom começo para uma noite de bailarico
O pica-pau do Petisco Saloio é um bom começo para uma noite de bailarico

Dois grandes de Benfica: o Arraial e o Zé Pinto

Há arraiais de bairro, uns mais conhecidos do que outros, uns mais antigos do que outros. Os mais castiços costumam ser os mais pequenos, pouco dados a mudanças e a grandes ambições. Querem apenas existir, basta um fogareiro e um rádio a pilhas (ainda que raramente se fiquem por aqui) e a redenção de um ano cabe toda num par de semanas a antecipar o verão. E depois há os arraiais que de tão grandes até incluem a palavra “grande” — nem mais — no nome. É o caso do Grande Arraial de Benfica, que é daqueles que leva multidões a questionar “vais a Benfica? E vais em que dia”. Pois bem, mais um ano, mais uma dose de quatro dias, entre 20 e 23 de junho. Os concertos são quem mais ordena, com GNR e Papillon, com Diogo Piçarra e Bárbara Bandeira. É escolher. E até há um site oficial. Esta gente não brinca.

Tal e qual o grande Zé Pinto (Restaurante Guia Repsol), ali na fronteira entre Benfica e a Buraca, eles com um espírito muito próprio de arraial permanente, ótimos grelhados, um pernil de referência e cuidado atento nas iscas. Não se perca.

Zé Pinto: Largo General Sousa Brandão 2, 1500-288 Lisboa. Telefone: 217 787 783. De segunda a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 22h30. Fecha aos domingos.

Alguns arraiais tornaram-se já verdadeiros festivais, com direito a cabeças de cartaz e muitos patrocínios
Alguns arraiais tornaram-se já verdadeiros festivais, com direito a cabeças de cartaz e muitos patrocínios

Dois arraiais na Rua de Arroios, duas fatias de pão no Tosta

Era uma vez uma rua demasiado longa para ter apenas uma festa, demasiado curta para a quantidade de gente que ali acorre quando chega aquela altura do ano. Ele há bairros que suspiram por mais arraiais, ele há ruas que gostavam de dançar e comer uma sardinha sem verem os seus vizinhos a virar a esquina ao encontro de moradas alheias. E depois temos a Rua de Arroios. De um lado, o Clube Atlético de Arroios, com o respetivo arraial anual, dias 3, 5, 6, 9, 10 e 12. A frase diz tudo: da ponte até ao pátio — é esta a extensão da festarola. Depois, em frente ao número 25, o Arraial que Deu. A revista digital Divergente e o atelier de design Traça juntaram-se e organizaram estes Santos alternativos (pelo menos na música), com DJs com Hugo Van Der Ding, Tiago Ribeiro ou Fado Bicha. Dias 3, 5, 6, 9, 10 e 12.

Já agora: qualquer um deles é bom para um desvio até à Rua do Forno do Tijolo. É lá que fica a Tosta (Solete), onde se fazem algumas das melhores sandes da cidade. Parte ainda melhor: é pegar, trincar e levar para a festa.

Tosta Sandwich Kitchen: Rua do Forno do Tijolo 29D, 1170-133 Lisboa. Telefone: 211 532 572. De terça a sábado, das 12h às 15h30 e das 19h às 22h30. Domingos, das 12h às 15h30.