¿Cuáles son las webs y apps de Repsol?

Si tienes una cuenta en cualquiera de ellas, tienes una cuenta única de Repsol. Así, podrás acceder a todas con el mismo correo electrónico y contraseña.

Waylet, App de pagos

Repsol Vivit y Ýrea Cliente de Luz y Gas

Pide tu Bombona y Pide tu Gasoleo

Box Repsol

Guía Repsol

Repsol.es y Tienda Online

Ýrea profesional Mi Solred

Partilhar

À mesa das adegas e restaurantes de Portimão e arredores

Onde comer em Portimão

À mesa das adegas e restaurantes de Portimão e arredores

Atualizada: 28/07/2026

Texto: Austin Bush

Fotografia: Austin Bush

Há destinos no Algarve que nos encantam pela sua beleza natural, outros que atraem pela sua vida nocturna e de diversão. Portimão delicia pela oferta gastronómica. 
Guía Portugal 2026
Descarrega o Guia Repsol
Download

Quando se pensa em comida e bebida no Algarve, é possível que os hambúrgueres, os bares irlandeses ou os restaurantes de hotel sejam das primeiras imagens a surgir. Mas a região mais a sul do país tem uma identidade gastronómica muito própria, e um dos melhores lugares para a descobrir é Portimão.

Há muito que a cidade é reconhecida como um dos principais portos de pesca do país, o que faz dela um destino de eleição para quem procura peixe e marisco de excelência. Mantém também uma forte ligação à indústria conserveira e oferece uma surpreendente diversidade gastronómica, com opções que vão das tascas mais tradicionais aos restaurantes mais sofisticados. Portimão alberga ainda um dos melhores mercados da região e, a poucos minutos de carro, encontram-se algumas das mais interessantes adegas do Algarve.

As conservas já representaram a maior indústria de Portimão
As conservas já representaram a maior indústria de Portimão
A ligação ao rio e ao mar vê-se à mesa em Portimão
A ligação ao rio e ao mar vê-se à mesa em Portimão

O Legado da Pesca no Museu de Portimão

Portimão foi um dos mais relevantes portos de pesca em Portugal e, até finais do século XIX, havia 23 conserveiras na cidade. Contudo, incapazes de competir com os preços praticados noutros países, a última fábrica fechou em 1981. É uma sorte que alguns destes espaços tenham sido preservados e, em 2008, Feu Hermanos – em tempos idos uma das maiores conserveiras do país – foi transformada no Museu de Portimão.

No interior conta-se a história daquela que foi, durante muito tempo, a maior indústria da cidade. Tendo sido a Feu Hermanos uma das primeiras conserveiras a utilizar rótulos coloridos, o Museu de Portimão dedica também uma interessante parte da exposição à litografia. Outro dos pontos altos da visita é a antiga casa de descabeço, preservada praticamente tal como era, com os seus antigos pavimentos e paredes revestidos a azulejo, uma correia transportadora equipada com cestos que levavam o peixe diretamente do cais para o interior da fábrica e longas bancadas de mármore onde as sardinhas eram preparadas.

O Museu de Portimão conta a história da indústria conserveira na cidade
O Museu de Portimão conta a história da indústria conserveira na cidade

A nova fábrica de conservas do Algarve: Conserveira do Arade

Hoje, há apenas uma conserveira na zona oeste do Algarve. A Conserveira do Arade abriu em 2018 em Lagoa, na outra margem do Rio Arade, em frente a Portimão. O projeto é obra de Vincent Jonckheere, um empreendedor belga que "decidiu trazer de volta esta tradição”, conta Elisa Sofia Malheiro, responsável pela área do turismo da marca.

Elisa conduz-nos numa visita à pequena fábrica: na linha de produção, uma equipa de seis pessoas está a amanhar, cozer a vapor, fumar e enlatar o peixe. As sardinhas e as cavalas (mais recentemente, também bacalhau, raia e polvo) seguem para as latas, enquanto o espadarte e o atum são combinados com outros ingredientes algarvios, como amêndoas, batata-doce e pimentos, para criar as chamadas petiscadas, pastas para barrar acondicionadas em frasco.

Hoje há apenas uma fábrica de conservas, a Conserveira do Arade
Hoje há apenas uma fábrica de conservas, a Conserveira do Arade
Papa Anzóis é a marca das conservas do rio Arade
Papa Anzóis é a marca das conservas do rio Arade

Mediante marcação prévia, a fábrica recebe visitantes, e termina-se a visita com uma prova de degustação. Um dos destaques são as Sardinhas em Tomate Picante, cuja combinação de um molho de tomate fresco e ligeiramente picante resulta num sabor muito mais equilibrado e menos semelhante ao ketchup do que encontramos em produtos equivalentes.

Vinhos do Algarve: um breve passeio pelas suas castas

Embora as garrafas aqui produzidas raramente sejam vendidas fora da região, o Algarve tem vindo a produzir vinho de qualidade e quatro das mais aclamadas vinhas da região estão localizadas à distância de uma curta viagem de carro de Portimão.

Não é exagero dizer-se que a adega Cabrita foi a que deu o mote para o renascimento dos vinhos do Algarve, muito graças à aposta numa única casta: a negra mole. Considerada por muitos a segunda casta mais antiga de Portugal, um único cacho de negra mole pode reunir bagos brancos, tintos e rosados.

Duarte Raimundo é o responsável pelos vinhos Paxá
Duarte Raimundo é o responsável pelos vinhos Paxá

Tradicionalmente, era utilizada na produção de vinhos tintos leves, de taninos suaves e aromas a cereja e morango. Este estilo de vinho perdeu popularidade ao longo do século XX, mas, como explica Duarte Rito, responsável pela área de enoturismo da adega, “o senhor Cabrita disse, desde o início: ‘devemos orgulhar-nos desta casta, não ter vergonha dela’.”

O produtor lançou a sua primeira colheita em 2007 e, duas décadas depois, é hoje, provavelmente, uma das figuras mais influentes da nova geração de produtores do Algarve. As visitas e provas podem ser agendadas através do website da adega.

Outra casta importante na região sul é a crato branco, conhecida noutros locais do país por roupeiro. Uma das adegas que melhor uso dá a esta variedade de uva de vinho é a Paxá. O produtor Duarte Raimundo descreve a crato branco como tendo “um aroma de frutos brancos e flores, com alguma salinidade”, e está, de momento, a produzir garrafas com o equilíbrio perfeito entre frescura e sabores rústicos.

O Morgado do Quintão aposta sobretudo em três castas: Negra Mole, Crato Branco e Moscatel
O Morgado do Quintão aposta sobretudo em três castas: Negra Mole, Crato Branco e Moscatel
É, além disto, um enoturismo com três unidades de alojamento, cada uma com piscina privativa
É, além disto, um enoturismo com três unidades de alojamento, cada uma com piscina privativa

Paxá, localizada a 20 minutos de carro de Portimão, dispõe de uma sala de provas semi-aberta, onde os visitantes podem degustar vinhos de crato branco, negra mole e outras castas, enquanto apreciam a vista sobre as vinhas.

No Morgado do Quintão, o catálogo da adega inclui 10 vinhos, todos produzidos a partir de apenas três castas: Negra Mole, Crato Branco e Moscatel – variedades profundamente ligadas ao sul do país. “Estamos muito focados na nossa identidade, que é o Algarve”, afirma Pepe Di Bari, responsável pela área de enoturismo da marca, que celebra este ano o seu 10.º aniversário. A propriedade, com 23 hectares e um ambiente de natureza quase intocada, alberga uma oliveira com cerca de dois mil anos, bem como três unidades de alojamento, todas equipadas com piscina privativa, cozinha e recuperador de calor a lenha. Para os que visitam apenas durante o dia, a propriedade propõe a experiência Farmers’ Table, que inclui uma seleção de petiscos, uma prova de vinhos e uma visita guiada às vinhas.

A Arvad é uma as mais recentes produtoras vínicas da região
A Arvad é uma as mais recentes produtoras vínicas da região

Um dos mais recentes projetos panorama vínico da região de Portimão é a Arvad, cuja primeira colheita data de 2019. Fiel ao espírito inovador que a caracteriza, a adega tem explorado novas possibilidades da casta negra mole, produzindo um tinto estagiado em ânfora, um blanc de noirs, um espumante e até uma colheita tardia – cinco vinhos distintos elaborados a partir da mesma casta. As visitas podem ser marcadas através do website da adega. No topo de uma colina, com vista sobre um vale deslumbrante e o rio Arade, a sala de provas da Arvad proporciona uma das mais belas experiências de enoturismo da região.

Dos clássicos aos novos restaurantes em Portimão

“Aqui se faz comida caseira, comida algarvia”, afirma Zeca Pinhota, proprietário da Taberna da Maré (Restaurante Guia Repsol), em Portimão. Em 1988, tomou conta do antigo espaço de uma taberna, que foi ampliando ao longo dos anos, transformando-o num dos restaurantes de referência da cidade para quem procura a gastronomia tradicional da região. A sala preserva o ambiente das tabernas de antigamente, com garrafas antigas e uma variedade de bric-a-brac de época a decorarem o espaço, enquanto uma carta mais curta atesta a fidelidade à cozinha regional.

Zeca Pinota é o dono da Taberna da Maré
Zeca Pinota é o dono da Taberna da Maré
Os carapaus alimados são um dos ex-líbris da Taberna da Maré
Os carapaus alimados são um dos ex-líbris da Taberna da Maré

Entre os pratos mais procurados estão os carapaus alimados, curados em sal, escalfados cuidadosamente e servidos com um fio de azeite e alho finamente laminado. A raia, outro ingrediente característico da gastronomia algarvia, é servida frita, acompanhada de açorda ou d'alhada. Aos sábados, Zeca Pinhota prepara feijoada de buzinas, nome pelo qual os búzios de grandes dimensões são conhecidos no Algarve.

É desde 1981, que a Adega Vilalisa, situada a cerca de 20 minutos de carro a oeste de Portimão, é uma das grandes referências da gastronomia algarvia. “Na altura, nem pensávamos em abrir o restaurante aos clientes”, recorda José Lisa, um dos fundadores, lembrando os primeiros tempos, quando o espaço funcionava, essencialmente, como uma sala de jantar privada para dois amigos frustrados com a escassa oferta de cozinha tradicional algarvia. Mais de quatro décadas depois, José Lisa mantém o mesmo espírito de hospitalidade. José Vila, o outro fundador, falecido em 2021, tem ainda as suas obras a decorar as paredes do restaurante.

As paredes do Vilalisa continuam cobertas pelas obras do fundador José Vila
As paredes do Vilalisa continuam cobertas pelas obras do fundador José Vila
O caldo de grão é um dos pratos da região servidos no Vilalisa
O caldo de grão é um dos pratos da região servidos no Vilalisa

Sente-se à mesa e, mesmo antes que tenha tempo de ver a carta, estão a chegar um sem-fim de petiscos algarvios em pequenos pratos — queijo, morcela, batatas de molho frio e tomatada (ovos mexidos com tomate) — seguidos de uma sucessão de pratos fartos e profundamente enraizados na tradição regional: canja de conquilhas, polvo assado no forno, caldo de grão com rabo de boi ou pernil assado.

Para uma interpretação mais moderna da gastronomia local, um dos restaurantes mais recentes de Portimão é o NUMA. Os menus de degustação vão desde os quatro aos nove pratos, estando o ênfase nos ingredientes locais, de pequenos produtores da região bem como numa apresentação criativa.

O NUMA é um restaurante de autor, fundado por Manuela e Nuno Martins, naturais da Cidade 
O NUMA é um restaurante de autor, fundado por Manuela e Nuno Martins, naturais da Cidade 

“Portugal precisa de mais projetos assim”, afirma o chef e proprietário Nuno Martins, referindo-se ao empratamento sofisticado e ao conceito de fine dining do NUMA. “Mas, para mim, o mais importante é começar pela comida, divulgar o que existe e explicar aos nossos clientes a tradição dos sabores.”

Natural de Portimão, Nuno Martins abriu o NUMA em 2021 com a mulher, Manuela (o nome do restaurante resulta da junção dos primeiros nomes de ambos). Entre os momentos mais marcantes do menu de degustação de sete pratos destacaram-se as ostras da Ria de Alvor, escondidas sob uma perfumada e delicadamente doce espuma de morango, e uma aparentemente modesta sopa de peixe, elevada por um caldo rico, de acidez equilibrada, e por uma apresentação elegante. A harmonização de vinhos é opcional e segue a mesma filosofia, privilegiando exclusivamente vinhos produzidos no Algarve.

Raia, espuma trufada, alho, presunto, um dos pratos deste fine dining
Raia, espuma trufada, alho, presunto, um dos pratos deste fine dining

Para uma opção a meio caminho entre o restaurante tradicional e a marisqueira, o Café Brasil Marisqueira, um Solete Guia Repsol, faz jus ao nome: é uma referência para quem procura marisco, mas também pratos do dia bem compostos e de inspiração regional, como feijoada de buzinas, atum de cebolada ou carapaus de escabeche.

Para terminar em doce, basta caminhar alguns minutos para sul até à A Casa da Isabel, outro Solete Guia Repsol e uma acolhedora casa de chá especializada em doçaria conventual e doces tradicionais algarvios. Uma excelente introdução a estes últimos é a Trilogia Algarvia, um bolo que reúne os três ingredientes mais emblemáticos da doçaria do sul: alfarroba, figo e amêndoa.

O Solete Café Brasil tem petiscos como os carapaus de escabeche
O Solete Café Brasil tem petiscos como os carapaus de escabeche

As lojas gastronómicas e o Mercado de Portimão

Embora, visto de fora, se assemelhe a um edifício municipal pouco inspirador, o Mercado de Portimão é um dos melhores mercados de frescos do país. Há um pouco de tudo, mas o grande destaque vai para a área dedicada ao peixe e ao marisco, que ocupa cerca de um terço do espaço.

Portimão é conhecida como um dos melhores locais para se comprar sardinha no Algarve, mas as bancas revelam também espécies pouco comuns noutras regiões do país, como buzinas (conhecidas noutros pontos do país como búzios), rascasso, pata-roxa, moreia, raia e ostras da Ria de Alvor. Noutra zona do mercado, um vendedor de produtos tradicionais expõe diferentes moagens de farinha de milho para preparar xarém, enquanto várias bancas se dedicam à doçaria típica algarvia. Aos sábados de manhã, o mercado ganha ainda mais vida com a presença de produtores locais que vendem diretamente ao público.

O Mercado de Portimão é um dos melhores da região
O Mercado de Portimão é um dos melhores da região
Aqui revela-se a grande diversidade de peixes do mar algarvio
Aqui revela-se a grande diversidade de peixes do mar algarvio

Para uma seleção ainda mais cuidada de produtos da região, vale a pena visitar a Mercearia do Algarve, nas instalações da Conserveira do Arade. Além das conservas e produtos em frasco da marca, encontram-se vinhos algarvios, azeites de elevada qualidade produzidos na região, enchidos, vinagres, flor de sal, compotas, figos secos e uma seleção de doces tradicionais do sul do país.

Tradução: Raquel Dias