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Degustação: até a palavra soa a coisa cara. Mas o preconceito também tem coisas boas, ou pelo menos uma — quando é desfeito. Nem todas as refeições pensadas cuidadosamente por chefs criativos, prontas para demorar até algumas horas e compostas por vários pratos têm que representar um corte no orçamento do resto do mês.
Na edição de 2026, o Guia Repsol trouxe novos Sóis ao panorama da restauração nacional. Nesta lista, apresentamos casas com um ou dois destes desejados prémios e que garantem refeições de luxo a preços convidativos.
Se formos simplistas na linguagem, dizemos que está na moda. Os que querem dar pouco nas vistas, ficam-se pelo “tem muita procura”. E aqueles que querem fazer mais barulho, com um toque de old school, dirão algo como “está na berra”. Enfim, escolham a vossa expressão favorita mas saibam que no JNcQUOI Asia (2 Sóis no Guia Repsol) espera-vos uma experiência gastronómica do outro lado do mundo em plena Avenida da Liberdade, com o menu Asia Classics a 85€ por pessoa (mínimo de duas pessoas).
Entradas entre os dumplings e o caranguejo, bacalhau e arroz, ambos negros, mais o pato assado à maneira cantonesa e mini baos antes da seleção de sobremesas. Há picante pelo meio, faça atenção, e há também a certeza de um serviço irrepreensível.
JNcQUOI Asia: Avenida da Liberdade 144, 1250-146 Lisboa. Telefone: 210 513 000. Todos os dias, das 12h às 00h.
Se formos simplistas na linguagem, dizemos que está na moda. Os que querem dar pouco nas vistas, ficam-se pelo “tem muita procura”. E aqueles que querem fazer mais barulho, com um toque de old school, dirão algo como “está na berra”. Enfim, escolham a vossa expressão favorita mas saibam que no JNcQUOI Asia (2 Sóis no Guia Repsol) espera-vos uma experiência gastronómica do outro lado do mundo em plena Avenida da Liberdade, com o menu Asia Classics a 85€ por pessoa (mínimo de duas pessoas).
Tudo isto é encantador. O hotel é na verdade um palacete e Severo é o seu nome, ainda que encaixe no género boutique, que é como quem diz “recheado de classe e elegância” — e neste caso com muitas obras de arte para descobrir. Já o nome do restaurante, Éon (2 Sóis no Guia Repsol), deriva do grego antigo e representa um período de tempo longuíssimo, impossível de definir onde começa e quando termina.
Acertada premissa para a experiência que o chef, de seu nome Tiago Bonito, apresenta e que pode ser apreciada no limite do preço que aqui definimos: 100€ para o menu de nove momentos, saído de uma cozinha que reinterpreta a gastronomia tradicional portuguesa, do cozido ao bacalhau à brás, passando pelo frango piri-piri. Nunca é de mais repetir: tudo isto é encantador.
Éon: Rua de Ricardo Severo 21, 4050-460 Porto. Telefone: 229 677 000. De quarta a sábado, das 19h30 às 23h.
Eis uma definição de conforto: encontrar um único sítio onde somos bem tratados, em três das principais atividades que, unanimemente, representam qualidade de vida. Não que tenham perguntado, mas aqui estão elas: comer, beber e dormir. Em Braga é possível experimentar este trio com categoria no Palatial (2 Sóis no Guia Repsol). Os quartos merecem atenção e a garrafeira é invejável, mas nesta ocasião concentremo-nos na comida, que aqui está a cargo do chef Rui Filipe.
Há pelo menos dois menus para orçamentos menos ambiciosos: o Business, disponível ao almoço (pão, entrada, prato principal, sobremesa, água e café) por 35€; e o Origens, com 5 momentos e a possibilidade de escolher a entrada, o prato e a sobremesa (90€). Sofisticação e elegância, numa abordagem contemporânea à cozinha tradicional portuguesa. Feitas as contas, convenhamos: isto não é apenas conforto, é luxo.
Palatial: Avenida da Independência 8, 4705-162 Braga. Telefone: 967 817 022. De terça a sábado, das 12h30 às 15h30 e das 19h30 às 23h30.
Confiança é assumir um slogan ambicioso como este: “A tradição da Madeira, recriada com paixão e audácia à sua mesa”. Uma frase que também guarda a palavra chave desta morada que é uma referência cada vez mais obrigatória no Funchal. O Audax (1 Sol no Guia Repsol) trabalha a gastronomia madeirense com carinho, atenção e diferentes opções, consoante os horários, os gostos e as carteiras.
Os menus de 3 e 4 momentos estão disponíveis ao almoço, por 35€ e 55€, respetivamente. E se no primeiro terá de escolher entre o peixe da costa e o rabo de boi, no segundo terá o mar e a terra (neste caso, o porco) à mesa. Ao jantar pode optar pelos cinco momentos a 85€, em que o peixe encontra o caviar e o rabo de boi cruza-se com o coração de vaca fumado. Aritméticas acertadíssimas.
Audax: Rua Imperatriz Dona Amélia 104, São Martinho, 9000-018 Funchal. Telefone: 291 147 850. De terça a sábado, das 12h30 às 15h e das 18h30 às 22h.
Imaginemos, numa clara derrota face ao bom senso, que não há nenhuma outra razão nenhuma para viajar até à Ilha do Pico, nos Açores. Percamos a noção da realidade e joguemos ao faz-de-conta: se nada mais houvesse a motivar esta viagem, aqui estaria uma razão: o Bioma (1 Sol no Guia Repsol).
De uma forma simplista, digamos que é a cozinha açoriana servida com requinte. De maneira mais realista, assumamos os factos: não é só a cozinha, é a história e a cultura daquela região transformadas numa experiência sensorial. Claro, o Pico está no meio do oceano e visto à distância tudo isto parece um exagero. Mas seja com o menu Mesa Açoriana (cinco pratos, 50€) ou o Raízes Açorianas (nove pratos, 90€), quando lá estiver vai é ter dificuldade em arranjar vocabulário apropriado.
Bioma: Estrada Regional do Foros 12, 9930-055 Lajes do Pico. Telefone: 910 723 700. De quinta a sábado, das 18h às 22h. Domingo, das 12h30 às 15h e das 18h às 22h.
Quem diria que o Alentejo antigo estaria tão perto no presente? Quem diria, também, que estaria tão acessível? A culpa é de António Maçanita e de Afonso Dantas. O primeiro, dado aos vinhos como paixão total, que entre as adegas e o enoturismo da Fitapreta, instalou A Cozinha do Paço (1 Sol no Guia Repsol). O segundo, entregue à cozinha, seus desafios e suas conquistas, chef que faz deste restaurante uma referência. O objetivo é simples: recuperar o que se espera que nunca fique perdido — tradição, legado, história que atravessa gerações, de mão em mão.
A gastronomia alentejana de todos os tempos, feita protagonista da contemporaneidade. Para o testemunhar — que é como quem diz “provar para depois contar a toda a gente o que precisam de saborear também” — nada como começar pelo Poda Longa, menu de 6 momentos e 88€ por pessoa. Uma sorte.
A Cozinha do Paço: Paço do Morgado de Oliveira, Estrada m527, km10, 7000-016 Évora. Telefone: 918 267 220. Quinta e sexta-feira, das 12h às 16h30 e das 19h às 22h30. Sábado, terça e quarta, das 12h às 16h30. Fechado ao domingo e à segunda-feira.
Óscar Geadas e António Geadas. O primeiro é o chef, responsável pela carta, timoneira desta gente que navega a tradição transmontana a caminho da fome contemporânea. O segundo é o escanção, é ele que decide a melhor forma de empurrar as pequenas grandes maravilhas, servidas neste G Pousada (1 Sol no Guia Repsol), que justifica a visita à cidade.
O aviso é simples: a quem vai, boa viagem, bom proveito e vida longa a esta cozinha que trabalha com detalhe, cuidado e aprumo. Não pode ser por acaso que os menus têm nomes de artistas. Para o caso, sugerimos o Júlio Resende, que depois das boas vindas serve grão de bico, cogumelo de temporada e ovo de capoeira, antes da pescada, pancetta de porco bísaro e massada “à pescador”. No fim, marmelo, amêndoa e laranja da Vilariça. A conta? 95€. Obrigado.
G Pousada: Pousada de São Bartolomeu, 5300-271 Bragança. Telefone: 273 331 493. De terça a domingo, das 19h30 às 00h.
Se não fosse tão bom, poderia ser irritante. Se não fosse tão saboroso, se não tivesse o nível de criatividade que apresenta, se não garantisse tanta alegria a cada garfada, diríamos que o Seiva (1 Sol no Guia Repsol) é um restaurante enervante de tão bondoso, consciente, atento e cuidadoso.
Os produtos locais, a ordem ditada pelas estações e pela geografia, a relação com quem garante os melhores ingredientes, o respeito pela arte culinária. E, no fim de todo este processo, uma ementa baseada em vegetais que nos deixa a pensar “mas como é que é possível?”. No início, escolhemos um de dois menus: o de 6 momentos (65€) e o de 11 (90€). No final, agradecemos a nós próprios: independentemente da escolha vai ser acertada.
Os produtos locais, a ordem ditada pelas estações e pela geografia, a relação com quem garante os melhores ingredientes, o respeito pela arte culinária. E, no fim de todo este processo, uma ementa baseada em vegetais que nos deixa a pensar “mas como é que é possível?”. No início, escolhemos um de dois menus: o de 6 momentos (65€) e o de 11 (90€). No final, agradecemos a nós próprios: independentemente da escolha vai ser acertada.
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