¿Cuáles son las webs y apps de Repsol?

Si tienes una cuenta en cualquiera de ellas, tienes una cuenta única de Repsol. Así, podrás acceder a todas con el mismo correo electrónico y contraseña.

Waylet, App de pagos

Repsol Vivit y Ýrea Cliente de Luz y Gas

Pide tu Bombona y Pide tu Gasoleo

Box Repsol

Guía Repsol

Repsol.es y Tienda Online

Ýrea profesional Mi Solred

Partilhar

Na Mainova, no Alentejo, o vinho nasce sob as estrelas

Vindimas. Roteiro de programas onde pode participar

Na Mainova, no Alentejo, o vinho nasce sob as estrelas

Atualizada: 10/09/2026

Texto: Inês Belo

Fotografia: Ana Brígida

Em época de vindimas em todo o país, fomos até ao Vimieiro para participar na colheita das uvas da Mainova. Comida, vinhos, música e observação de estrelas também fazem parte do programa Moinante Experience
Guía Portugal 2026
Descarrega o Guia Repsol
Download

Sentados nos atrelados, puxados por tratores, percorremos devagar os caminhos da Herdade da Fonte Santa. David, um dos elementos da equipa da Mainova, é o nosso cicerone neste primeiro momento de um programa que promete ser (e será) memorável.

À pergunta se algum dos presentes já tinha participado no Moinante Experience, respondem cinco mãos no ar. Entre famílias com crianças, casais e grupos de amigos de todas as idades, a maioria é estreante. Ao nosso lado, Valesca, carioca que trocou o Rio de Janeiro por Lisboa há um ano, veio sozinha e confessa-se curiosa com a vindima noturna. “Sou apaixonada pela cultura do vinho. Em Portugal, há tantas variedades, tantas castas diferentes, quero muito aprender.”

Numa tarde de setembro excecionalmente quente, mesmo estando no Alentejo, os chapéus e leques ajudam a suportar os 38 graus ao sol.

A tarde começa com um passeio pela Herdade da Fonte Santa, onde são produzidos os vinhos Mainova
A tarde começa com um passeio pela Herdade da Fonte Santa, onde são produzidos os vinhos Mainova

Saber que há 18 anos estas terras serviam apenas de pasto para os animais requer imaginação. José Luís Monteiro, empresário ligado à indústria cerâmica, comprou em 2008 a Herdade da Fonte Santa, onde existem atualmente 20 hectares de vinha (cultivados em modo de produção biológica) e 90 de olival (produção integrada e produção biológica).

Inicialmente as uvas eram vendidas a granel, só depois Bárbara Monteiro, a mais nova de três irmãs, ficou à frente deste negócio familiar que produz, no Vimieiro, Arraiolos, os vinhos e azeites com a marca Mainova (as primeiras garrafas foram lançadas em 2020).

Biodiversidade com sabor

“É a vindima que nos junta hoje, mas a Mainova é mais do que isso, é biodiversidade”, faz questão de nos lembrar Bárbara. No monte das oliveiras milenares, debaixo das copas das árvores, espera-nos uma prova de azeite.

Tal como o vinho, o azeite tem memória sensorial. Para sentir os seus aromas, este deve estar a 28 graus, mas o calor poupa-nos a tarefa de o aquecer com as mãos. Provamos o Clássico, um extra virgem feito com azeitonas Arbequina, Cordovil, Cobrançosa e Frantoio (italiana). Na boca, é macio, na língua é doce, só depois se sente o picante da Cobrançosa.

Bárbara Monteiro e o marido, João, mudaram-se de Lisboa para o Alentejo para se dedicar aos vinhos e azeites
Bárbara Monteiro e o marido, João, mudaram-se de Lisboa para o Alentejo para se dedicar aos vinhos e azeites

Para “tapar o estômago”, João Narigueta serve uma katsu sando (sanduíche japonesa) a lembrar uma bifana. O chefe de cozinha alentejano, proprietário dos restaurantes Poda (em Montemor-o-Novo, e um Restaurante Guia Repsol e Sol Sustentável em 2025) e Híbrido (dentro de duas semanas, muda de Évora para Montemor), conta que mais de 90% dos produtos que utiliza são locais. “Se não existe, convenço alguém a produzir para mim.” Orgulha-se dos 20 produtores que lhe fornecem todo o tipo de citrinos (sudachi, mão-de-buda...), açafrão, gengibre, feijões... O fiambre de porco, que provamos entre duas fatias de pão aparado, é feito pelo próprio.

A prova de azeite, à sombra de oliveiras milenares
A prova de azeite, à sombra de oliveiras milenares

Entre as oliveiras milenares, ficamos ainda a conhecer o projeto LEM – About Bees and Nature. O apiário com cinquenta colmeias é outra aposta que alimenta o programa de sustentabilidade na herdade. Este ano, as abelhas surpreenderam os apicultores. O mel de 2026 apresenta uma tonalidade mais escura do que o habitual: as ondas de calor secaram o prado e a silva nos charcos, por isso as abelhas tiveram de ir mais longe procurar outras florações.

Um encontro que é uma festa

Em frente à adega, o fogo no chão aquece a chapa onde as espetadinhas de wagyu hão de ir a grelhar. Trata-se de uma carne bovina japonesa de alta qualidade, mas esta vem de uma herdade vizinha da Mainova, aponta Pedro Dias, chefe de cozinha do restaurante Moagem, em Viana do Alentejo.

Os momentos gastronómicos que pontuam a tarde vão sendo acompanhados de vinhos, já se imagina. Enquanto as crianças participam nas pinturas com tintas naturais e moldam as plasticinas coradas com folhas de videira e couve-roxa, os adultos estendem o copo ao Matremilia tinto, um vinho 100% Alicante-Bouschet feito em homenagem à avó Emília, uma inspiração para a família.

Carnes, enchidos e legumes foram cozinhados no fogo. Espetadas de wagyu, a carne bovina japonesa já é produzida no Alentejo
Carnes, enchidos e legumes foram cozinhados no fogo. Espetadas de wagyu, a carne bovina japonesa já é produzida no Alentejo

Já a gama de vinhos mais irreverente é representada pelo cão da matriarca que ladrava de noite e dormia de dia. Um Moinante (significa boémio, festeiro), que dá nome também a este encontro anual. Nesta 4ª edição, participaram 140 pessoas (em 2025, foram 90), um número recorde que Bárbara Monteiro não quer ultrapassar.

As espetadinhas de wagyu picada saem agora a bom ritmo. O chefe Pedro Dias pinta-as com um piso de coentros, poejo e alho assado, e dá as instruções: embrulha-se na folha de salva-ananás, passa-se pelo molho de tomate que lembra o ketchup e come-se.

Ao ar livre, montou-se uma cozinha em torno do fogo
Ao ar livre, montou-se uma cozinha em torno do fogo

Segue-se uma visita à adega, onde a dupla de enólogos António Maçanita e Sandra Sarria faz acontecer “a arte de misturar as uvas”, lê-se numa das paredes. Entre as cinco gamas de vinhos, cada uma com uma identidade e história próprias, há os monocastas Mainada (Baga, Tricadeira Preta...), um branco Dupla Curtimenta feito a partir de Antão Vaz, Arinto, Verdelho e Encruzado, e dois espumantes (branco e rosé). Chamam-lhe Mandona, refletindo o seu perfil vibrante.

À volta da mesa

Com o sol quase a pôr-se no horizonte, é tempo de servir o jantar preparado a quatro mãos por João Narigueta e Pedro Dias. No monte mais alto da herdade, onde nascerá o hotel da Mainova, as mesas corridas vão sendo ocupadas. As entradas são deliciosas: pão de fermentação lenta que se molha no azeite, queijos amanteigados Monte da Vinha (no Vimieiro), enchidos e mini-empadas.

As conversas silenciam-se à primeira estrofe da canção Gotinha de Água. Oito homens aos pares avançam em passo lento, entoando um dos temas tradicionais do cante alentejano: “Dá-me uma gotinha d’água / Dessa que eu oiço correr / Entre pedras e pedrinhas / Entre pedras e pedrinhas / Alguma gota há de haver”.

O jantar foi servido ao pôr do sol no monte mais alto da propriedade. João Narigueta e Pedro Dias, os chefes de cozinha responsáveis pelo repasto
O jantar foi servido ao pôr do sol no monte mais alto da propriedade. João Narigueta e Pedro Dias, os chefes de cozinha responsáveis pelo repasto

Convive-se à mesa, e cada um vai se servindo ao seu ritmo: creme de legumes e sopa de lagostim do rio feitos em potes de ferro, nacos de wagyu cozinhados lentamente no fogo, legumes grelhados e molho romanesco, salada de batata. O capítulo “a doçura da terra!” apresenta mousse de chocolate, pêra grelhada com requeijão e enxovalhada, um bolo típico de Montemor-o-Novo, feito a partir de sobras de pão, banha, nozes e canela.

O lume mantém-se aceso e depois da vindima haverá castanhas assadas, caldeirada de javali e bifanas.

“Aliviados do calor”: Vindima noturna

À volta de coletes refletores e lanternas para pôr na cabeça, o entusiasmo é evidente. Mas há regras a cumprir: as tesouras de poda são entregues aos pais; para se evitar cortes nos dedos, segura-se o cacho com uma mão e corta-se o caule com a outra. No escuro da noite, percorrem-se as parcelas de Castelão, a casta tinta que dá cachos densos, de bagos pequenos. Ouvem-se gargalhadas, música e palavras de incentivo.

No escuro da noite, colheram-se os cachos de uva da casta Castelão
No escuro da noite, colheram-se os cachos de uva da casta Castelão

Quando os baldes e caixas estão cheios, despejam-se para os palotes que seguem para a adega. Vítor Lucas conduz um dos tratores. Nascido e criado na aldeia da Vendinha, ajudou a plantar as vinhas da Mainova. Quando lhe perguntamos se ele e a equipa estranharam a aposta na vindima noturna, sorri: “Ficamos aliviados do calor. É bom para as uvas e para quem trabalha nelas.”

Bárbara Monteiro também não tem dúvidas sobre as vantagens de colher as uvas entre a meia-noite e as sete da manhã. “Desde logo, pelas pessoas. Desta forma, a uva não entra na adega a fermentar, garantindo vinhos frescos, com mais acidez. Não queremos vinhos pesados.”

No alto da Herdade da Fonte Santa, as luzes apagam-se para a alegria dos miúdos. Pelo telescópio, espreita-se Saturno e constelações. Na verdade, nem precisamos daquele instrumento de observação: sem poluição luminosa, um manto negro carregado de estrelas revela-se ao nosso olhar. Que belas memórias levamos daqui.

Mainova. Herdade da Fonte Santa, EN 372-1, Vimieiro, Arraiolos. T. 910 732 526

As uvas seguem para a adega onde são pesadas. No tapete de escolha, retiram-se folhas, as “netas” (segunda leva de pequenos cachos) e as passas (uva queimada pelo calor). Estas últimas fermentam à parte e, se tiverem qualidade, podem ser usadas num blend de vinhos
As uvas seguem para a adega onde são pesadas. No tapete de escolha, retiram-se folhas, as “netas” (segunda leva de pequenos cachos) e as passas (uva queimada pelo calor). Estas últimas fermentam à parte e, se tiverem qualidade, podem ser usadas num blend de vinhos

Outros destinos para ir vindimar

Por entre vinhedos e encostas, não faltam cachos para cortar. Visita às adegas, pisa a pé, provas e petiscos também fazem parte de um dia bem passado, do Douro ao Alentejo.

Quinta da Pacheca: Da videira ao copo

Em Lamego, emoldurada pelas vinhas e o vale do Douro, a Quinta da Pacheca convida a viver o momento alto do ano vitivinícola conforme a tradição. Com chapéu de palha, lenço, tesoura de corte e balde, os participantes reúnem-se para colher as uvas à mão.

O ritual é antecedido pelo “mata-bicho”, composto por uma sopa de cebola, sardinhas assadas numa fatia de pão de milho com azeite, vinhos Quinta da Pacheca e água. À vindima de uma hora, segue-se a visita à propriedade, um almoço típico, o pisar das uvas nos lagares de granito e uma prova de vinhos.

Pisa da uva em lagares de granito, ou lagarada, um método tradicional de fazer o vinho do Porto. Foto: DR
Pisa da uva em lagares de granito, ou lagarada, um método tradicional de fazer o vinho do Porto. Foto: DR

Em alternativa ao programa de dia inteiro, apresentam outras opções: prova de vinhos e lagarada tradicional, ou visita à vinha, lagares e adega velha, seguida de uma prova de vinhos e da lagarada, que poderá incluir também o jantar.

Quinta da Pacheca. R. Relógio do Sol, 261, Cambres, Lamego. Até 30 de setembro. €40 a €150. T. 254 331 229

Festa das Vindimas de Comboio: Carris de uvas

É daquelas viagens que se devem fazer pelo menos uma vez na vida. O Comboio Histórico do Douro percorre o Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da UNESCO, até 18 de outubro. As janelas abertas e os varandins nas extremidades das carruagens de madeira são os melhores sítios para apreciar a paisagem, ora pontuada de quintas e aldeias, ora mais agreste e rochosa.

O Comboio Histórico do Douro é composto por cinco carruagens do início do século XX, rebocadas por uma locomotiva a diesel, pintada nas suas cores originais. Foto: CP
O Comboio Histórico do Douro é composto por cinco carruagens do início do século XX, rebocadas por uma locomotiva a diesel, pintada nas suas cores originais. Foto: CP

O apito da locomotiva a diesel marca a partida de uma viagem de cerca de três horas de duração, entre o Peso da Régua e o Tua. Cantares tradicionais da região, uma mostra de produtos regionais de produtores locais e uma paragem no Pinhão, para apreciar os painéis de azulejos que retratam a produção do vinho do Porto, fazem parte do programa.

Outra possibilidade é participar na Festa das Vindimas de Comboio, também da CP, nos dias 19 e 26 de setembro, entre o Porto (Campanhã) e o Pinhão. Inclui a viagem em comboio especial, transfer em autocarro até à Quinta da Avessada, degustação de iguarias da região à chegada à quinta, participação na vindima, visita aos lagares e ao início da lagarada, prova de vinhos licorosos e um almoço regional.

Comboio Histórico do Douro. Até 18 de outubro, sábado, domingo e algumas quartas-feiras, 15h às 18h30. €60 (adultos), €32 (4 aos 12 anos), grupo de 10 pessoas €80/pax.  
Festa das Vindimas de Comboio. 19 e 26 de setembro, sábado, 8h às 21h. €86 (adultos), €46 (6 aos 12 anos), grupo de 10 pessoas €82/pax. Bilhetes à venda no site da CP – Comboios de Portugal

Quinta da Torre: As expressões do Alvarinho

Vinho Verde não é um tipo de vinho, esclareça-se. Trata-se de um Denominação de Origem (e, já agora, de uma Região Demarcada), que abarca brancos, tintos e por aí fora. Anselmo Mendes produz vinhos há mais de 30 anos com a casta Alvarinho, reconhecido pela forma como inova, explorando técnicas como a curtimenta e a fermentação em cascos de carvalho.

A Quinta da Torre de Anselmo Mendes, situada em Monção, território de excelência para a casta Alvarinho, abriu ao enoturismo em 2025. Foto: DR
A Quinta da Torre de Anselmo Mendes, situada em Monção, território de excelência para a casta Alvarinho, abriu ao enoturismo em 2025. Foto: DR

No dia 12 de setembro, “o senhor Alvarinho”, como lhe chamam, abre as portas da sua Quinta da Torre, em Monção, onde nasceu no seio de uma família ligada ao vinho há muitas gerações. Promete-se um final de tarde e noite “cheios de tradição”: participar na vindima ao entardecer, com direito a “bucha”, visita à propriedade com 50 hectares de vinha, jantar e um momento de convívio, harmonizado com vinhos.

Quinta da Torre. Av. Central de Moreira, 717, Paço – Moreira, Monção. 12 de setembro, sábado, 18h30 às 23h30. €76 (adultos), €38,50 (12 aos 17 anos). T. 258 022 140

Quinta da Taboadella: Merendar numa vinha do Dão

Num planalto com vista para o sopé da Serra da Estrela, a Taboadella vive nesta altura “em natural euforia". A colheita da casta Bical deu início à vindima, mas há outras castas para colher nesta vinha de 40 hectares, caso da Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Pinheira ou do Encruzado.

A varanda da adega da Taboadella, com vista para a vinha, um dos locais à escolha para merendar sem pressa. Foto: João Ferrand
A varanda da adega da Taboadella, com vista para a vinha, um dos locais à escolha para merendar sem pressa. Foto: João Ferrand

A Wine House é o ponto de partida que levará os interessados a participar na apanha manual da uva, visitar o antigo lagar romano que aqui existe, a adega desenhada pelo arquiteto Carlos Castanheira, e o Barrel Top Walk, um passadiço em altura sobre a sala das barricas.

Também haverá uma prova de vinho, claro está, seguida de uma merenda. Na cesta encontram-se enchidos regionais, bolinhas de bacalhau, alheira e carne, sanduiche de queijo da Serra da Estrela, pão regional, broa de milho, fruta da época, água e vinho Taboadella Villae (tinto ou branco). O local para degustar os petiscos, fica à escolha de cada um: junto a um recanto privado, na vinha ou na varanda da adega.

Quinta da Taboadella. Silvã de Cima, Satão. Até 20 setembro, de terça a sábado, 10h às 13h30. €63, €32 (12 aos 17 anos). T. 967 166 877

Rota dos Vinhos do Tejo: Oito produtores, muitos programas

Quem vive na zona de Lisboa, tem aqui uma vantagem. Nesta rota que reúne os produtores da região Tejo, sejam eles grandes casas agrícolas ou estruturas mais familiares, há moradas que ficam a menos de uma hora de carro da capital.

A Rota dos Vinhos do Tejo, ao longo da EN118, soma quilómetros de vinhedos à beira do rio que lhe dá nome. Foto: Gonçalo Villaverde
A Rota dos Vinhos do Tejo, ao longo da EN118, soma quilómetros de vinhedos à beira do rio que lhe dá nome. Foto: Gonçalo Villaverde

Seguindo pela Estrada Nacional 118, na margem esquerda do rio, encontram-se a Adega do Cartaxo, Casa Paciência, Quinta de São João Batista, Adega da Gaveta, Quinta da Atela, Quinta da Alorna, Quinta do Casal Branco e Quinta do Sampayo, que apresentam diferentes propostas para viver de perto as vindimas.

Corte de uvas, provas de mosto, degustações de vinhos e até um passeio de barco preenchem as manhãs e tarde de setembro. A reserva está à distância de “um só contacto”, o da Rota dos Vinhos do Tejo.

Rota dos Vinhos do Tejo. Até ao fim de setembro. €15 a €150. T. 234 157 137

Fitapreta: Participar nos trabalhos na adega

As amplitudes térmicas no Alentejo (muito calor durante o dia, noites frescas) ditam a forma de fazer os vinhos Fitapreta, do enólogo e produtor António Maçanita: a vindima decorre durante a noite, garantindo uma melhor qualidade da fruta. O programa desenhado para esta altura especial do ano é também uma oportunidade de conhecer este projeto, ancorado no Paço do Morgado de Oliveira, perto de Évora - onde mora também a Cozinha do Paço, restaurante que recebeu 1 Sol Guia Repsol em 2026.

Na Fitapreta é possível participar, também, na apanha manual da uva. Foto: DR
Na Fitapreta é possível participar, também, na apanha manual da uva. Foto: DR

A manhã concentra-se na adega revestida a cortiça, participando na triagem das uvas no tapete, remontagens (etapa importante da maceração na vinificação em tinto), prova e análises laboratoriais de mostos. Uma visita ao paço e uma prova de cinco vinhos estão incluídos na experiência que termina com um merecido almoço do vindimador, servido em buffet ao ar livre.

Fitapreta. Paço do Morgado de Oliveira, EM 527, KM 10, Nossa Senhora da Graça do Divor, Évora. Até 18 de setembro, 9h às 13h. Vindima na adega €150, vindima na adega + vindima manual na vinha €185, programa crianças €50 (caça ao cacho, pintura com mosto, prova cega de sumos e almoço). T. 918 266 993